F1 - Verstappen: Red Bull parecia uma “tartaruga” contra Mercedes em Monza
Mesmo garantindo o 3º lugar, holandês desabafa sobre velocidade nas retas e reforça que falhas no eixo traseiro do RB22 continuam presentes
Depois que Max Verstappen disse, no sábado, que o carro da Red Bull era feito de papel, o holandês conseguiu subir ao mais icônico pódio do calendário da Fórmula 1 um dia depois: Monza. O ritmo de corrida se mostrou consideravelmente melhor do que Verstappen imaginava ser possível após a classificação, embora ele reafirme que os mesmos problemas ainda estavam presentes.
Durante a corrida, o tetracampeão já havia comentado que o eixo traseiro parecia quebrado, o que se relaciona com o que ele explicou à mídia holandesa no sábado: certos componentes na parte traseira do RB22 às vezes se deterioram durante uma sessão, o que Verstappen chama de “degradação do carro”.
O holandês, na coletiva de imprensa pós-corrida, ressaltou que o problema ainda o estava prejudicando no domingo, em sua trajetória para o terceiro lugar, atrás da dupla da Mercedes: “Ainda estava lá, nada mudou. Simplesmente não está bom. Você tem dificuldade nas ondulações, nas zebras e, especialmente, em baixa velocidade”.
“Ainda parece que o eixo traseiro simplesmente não está muito flexível. Então, com certeza, hoje não foi ideal de novo e nos custou desempenho, mas é o que é".
Verstappen disse que ainda estava enfrentando problemas na traseira da Red Bull no domingo
Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images
Além do problema na traseira do RB22, Verstappen afirmou que houve outro fator que fez uma diferença ainda maior: a unidade de potência da Mercedes é consideravelmente mais eficiente em termos de distribuição de energia do que a da Red Bull Ford Powertrains.
“Acho que ficou bem claro durante a corrida que simplesmente não conseguimos acompanhar a distribuição de energia dos carros com motor Mercedes, e isso é, obviamente, muito difícil em uma pista como Monza”, disse ele.
Em parte por causa disso, Verstappen tentou frear bem tarde na segunda chicane, onde ele recuperou a posição pela parte de fora em algumas ocasiões depois de ter sido ultrapassado na Curva Grande.
“[Não gostei] muito quando as pessoas simplesmente passam por você como se você fosse uma tartaruga”, disse Max. “Mas, sim, basta recuperar a posição pela parte de fora. O carro tem boa resposta na frenagem, o que ajuda.
"Eu estava confiante para atacar as zonas de frenagem. Consegui fazer isso duas vezes nas curvas 2 e 4. Isso é divertido, mas, ao mesmo tempo, também frustrante. Eu só tento maximizar tudo o que posso".
Essa maximização significou até que Verstappen conseguiu disputar com a Mercedes por algum tempo, mas, segundo o piloto da Red Bull, isso se deveu principalmente à potência do modo ultrapassagem em Monza.
Segundo Verstappen, a Red Bull tinha poucas chances contra a Mercedes devido à diferença de eficiência entre as duas unidades de potência
Foto: Steven Tee / LAT Images via Getty Images
A energia adicional que os pilotos podem recuperar e utilizar quando estão a menos de um segundo do carro à frente fez com que Verstappen conseguisse acompanhar a Mercedes por um tempo surpreendentemente longo. No entanto, assim que a diferença aumentou para mais de um segundo, tal disputa efetivamente chegou ao fim.
“É claro que, com o modo ultrapassagem, a situação parecia bastante promissora, mas assim que assumi a liderança, ficou muito difícil defendê-la. E esse foi um pouco o meu problema durante toda a corrida”, afirmou o holandês.
“Mesmo quando tivemos o VSC, fizemos uma parada nos boxes, colocamos pneus melhores e eu estava ultrapassando carros, mas assim que eles conseguem se manter nesse modo ultrapassagem, fica simplesmente poderoso demais para a gente conseguir defender, mesmo com pneus melhores. Por isso, demorei um pouco até conseguir passar pelos McLarens".
No entanto, o quinto pódio de Verstappen nesta temporada é um impulso bem-vindo. Não apenas após suas reclamações no sábado, mas naturalmente também após o acidente precoce de Verstappen em Zandvoort.
“Para nós, estar no pódio depois de um fim de semana muito difícil em Zandvoort, onde o carro não estava exatamente do meu agrado, [é positivo]".
“Conseguimos uma forte recuperação de sexta-feira para sábado e o carro estava definitivamente em uma configuração melhor. Mas ainda temos alguns detalhes e áreas em que sabemos que precisamos melhorar, além do uso [de energia] nas retas", concluiu.
Monza será TUDO ou NADA! Os BASTIDORES da F1 ATUAL e do PASSADO com PIETRO FITTIPALDI e FELIPE MOTTA
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