F1: Williams aceita 'sacrifício' em 2026 e admite foco em 2027
Equipe vai levar uma versão 'B' do FW48 para Baku, mas mirando o avanço na próxima temporada
O chefe de equipe da Williams, James Vowles, admitiu que a equipe de Grove deve aceitar um 'sacrifício' no desenvolvimento para o restante da temporada 2026 da Fórmula 1, já que direcionou seus principais recursos para a campanha de 2027.
A etapa espanhola foi mais um fim de semana complicado para a Williams. Depois que Alex Albon e Carlos Sainz se classificaram em 16º e 17º, o piloto espanhol recebeu uma penalidade de três posições no grid por ter atrapalhado outro piloto durante a sessão. Como resultado, ele largou da 20ª posição. Albon terminou a corrida em 15º, enquanto Sainz abandonou a corrida após 43 voltas devido a danos no assoalho do carro.
Em declarações ao Vowles Verdict após um difícil GP da Espanha no novíssimo circuito de Madring, o britânico apresentou uma atualização sobre as perspectivas da equipe para o restante da temporada.
“Para nós, foi um GP difícil. Sabíamos que seria difícil antes mesmo de começarmos”, explicou Vowles. “Isso só vem agravar os problemas que temos no momento; há muito tempo não melhoramos o desempenho do carro e ficamos para trás em relação às equipes ao nosso redor".
Ele acrescentou: “Temos Baku pela frente, e é uma corrida pela qual estamos ansiosos há algum tempo. Vamos levar dois novos chassis para essa prova, na tentativa de reduzir o peso do nosso carro para abaixo do limite".
Carlos Sainz, Williams
Foto: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
“Isso deve representar um grande avanço no desempenho para nós. Além disso, teremos algumas melhorias aerodinâmicas que acompanham essas mudanças".
"Mas há um porém. O pelotão evoluiu de forma tão significativa que essas melhorias, embora potentes, simplesmente não serão o que precisamos para conquistar pontos de forma consistente".
Vowles admitiu que a equipe já direcionou a maior parte de seus recursos para 2027: “Já investimos bastante no próximo ano e além, e o resultado disso é que aceitamos um sacrifício para este ano, o que decorre do que aconteceu durante o inverno [europeu, verão no Brasil] e de não conseguirmos nos recuperar até o nível que desejávamos".
“Portanto, [a atualização de Baku] é um passo positivo, mas, na verdade, precisamos de mais, e isso virá no ano que vem".
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