F1: Wolff admite atraso da Mercedes, mas mantém otimismo para restante de 2026
Mercedes lidera os campeonatos de pilotos e construtores, mas chefe da equipe reconhece que rivais estão à frente no ritmo de desenvolvimento
Toto Wolff admitiu que a Mercedes está atrás de seus principais rivais no ritmo de desenvolvimento do carro para a segunda metade da temporada 2026 da Fórmula 1. Apesar disso, o chefe da equipe alemã acredita que ainda existe potencial técnico a ser explorado e demonstra confiança na reação após as férias de agosto.
"Os campeonatos serão decididos pela execução e pelo ritmo de desenvolvimento que conseguirmos imprimir ao carro nas próximas 12 corridas. Embora estejamos um pouco atrás dos nossos rivais em termos de atualizações, ainda temos potencial técnico a explorar e um plano de desenvolvimento claro para alcançá-lo", afirmou Wolff.
A Mercedes chega à segunda metade do campeonato em situação confortável nas duas classificações. A equipe possui 72 pontos de vantagem sobre a Ferrari no Mundial de Construtores, enquanto Andrea Kimi Antonelli lidera o campeonato de pilotos com 50 pontos de frente para Lewis Hamilton.
O desempenho recente, porém, mostra uma redução da superioridade apresentada pela Mercedes no início da temporada, a primeira sob o novo regulamento técnico da F1. Nas últimas cinco corridas, os adversários conquistaram três vitórias, sendo duas da Ferrari e uma da McLaren.
"Deixamos alguns pontos escapar", reconheceu Wolff. "Nossos rivais reduziram a diferença de desempenho e sabemos que o segundo semestre exigirá mais esforço de nossa parte do que o primeiro semestre da temporada."
O dirigente austríaco considera, portanto, que a retomada do campeonato após as férias pode ter papel importante na disputa pelos títulos. Além da execução durante os fins de semana, Wolff aponta a capacidade de desenvolver o carro ao longo das 12 etapas restantes como um dos fatores determinantes.
O primeiro desafio será Zandvoort, onde a Mercedes ainda não venceu desde que o GP da Holanda retornou ao calendário. Com a prova deixando a F1 no próximo ano, 2026 representa a última oportunidade para a equipe encerrar esse jejum.
"Zandvoort tem sido um desafio único desde seu retorno ao calendário da F1. É uma pista difícil de dominar, os fãs criam uma atmosfera incrível e se tornou uma corrida que equipes e pilotos aguardam ansiosamente. Embora tenhamos chegado perto, nunca vencemos na Holanda na era moderna. Esta é nossa última chance de reverter a situação, e é um desafio que gostaríamos de alcançar."
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