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F1: Wolff e Brown reconhecem "bom trabalho" da Red Bull com nova unidade de potência

Chefe da Mercedes e CEO da McLaren elogiaram desenvolvimento da rival austríaca que, pela primeira vez, competirá com motor de fabricação própria

Toto Wolff, Mercedes

Como já havia sido mencionado anteriormente pelo então chefe de equipe da Red Bull na Fórmula 1, Christian Horner, a operação da Red Bull Powertrains Ford foi criada em grande parte com pessoal transferido da Mercedes. 

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Com a entrada em vigor das regras relativas ao chassi e ao motor para a temporada de 2026, todas as equipes, exceto a Williams, colocaram seus novos carros na pista pela primeira vez durante o shakedown realizado em Barcelona entre 26 e 30 de janeiro.

Embora o teste tenha sido fechado à mídia, algumas informações chegaram ao público e um dos aspectos que mais surpreendeu foi o fato de as unidades de potência da nova geração parecem, em geral, bastante resistentes.

Os motores fabricados pela Mercedes, Red Bull Ford e Ferrari funcionaram com pouquíssimas interrupções durante o teste e a Audi se recuperou após os primeiros problemas de adaptação do R26. Já a Aston Martin não conseguiu dar voltas suficientes para formar uma imagem clara do motor Honda.

“Este é mais um exemplo de como as diferenças de performance podem ser exageradas em uma determinada área. Em termos de desempenho puro nas voltas, mesmo quando avaliadas várias voltas consecutivas, não vi nenhum quadro realmente ruim", disse o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff

Max Verstappen, Red Bull Racing

Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto: Fórmula 1

“Estou feliz em ver que o processo correu bem para nós em termos de interação, uso da unidade de potência e compatibilidade do chassi. Tivemos três dias sólidos, o que é uma base sobre a qual podemos construir, mas ainda não temos um quadro de desempenho claro. Não vimos o Max usar o carro no limite, nem vimos ainda o que a McLaren e a Ferrari são capazes de fazer, então evito dizer que ‘foi ótimo para nós’", admitiu. 

Quando questionado sobre a Red Bull Powertrains, devido à ida de vários de seus ex-funcionários para o time austríaco, Wolff elogiou a rival, mas reafirmou que ainda é muito cedo para conclusões definitivas: "Acho que fizeram um bom trabalho. Vimos que Hadjar deu 107 voltas no primeiro dia e que eles trabalharam sem problemas. É preciso reconhecer o mérito deles. Veremos o resto quando o cronômetro realmente aparecer", falou. 

"Uma grata surpresa"

CEO da McLaren, Zak Brown também falou sobre o desempenho da unidade de potência fabricada pela Red Bull. Em entrevista ao canal do Youtube de David Land, o empresário americano reconheceu que o motor da rival era "muito forte" e que todos tiveram "uma grata surpresa". 

"Eu preferia que eles não fossem tão competitivos, mas fiquei impressionado com o que fizeram, porque eles vieram, percorreram muitos quilômetros e parecem ser muito rápidos", continuou Brown. Para ele, as equipes mais fortes de  continuarão disputando as primeiras posições em , mas ainda sem uma ordem definida. 

"Se fosse apostar hoje, diria que a Mercedes parece a favorita, mas ainda há um longo caminho. A Williams não foi para o teste e a Aston só saiu no final, então não se sabe  em que ponto a Williams está. Acho que o grid vai ficar mais espaçado, o que é de se esperar em um novo regulamento por um tempo. No ano passado em Abu Dhabi, acho que um segundo separava todo o pelotão. Eu esperaria que agora fossem dois ou três segundos, mas isso é normal", finalizou. 

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