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GALERIA: McLaren, Benetton, Red Bull... os carros parecidos na história da F1

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GALERIA: McLaren, Benetton, Red Bull... os carros parecidos na história da F1
Por:
, Editor Geral
4 de abr de 2020 16:58

Na esteira do caso da "Mercedes Rosa", relembramos outros carros que eram parecidos ou simplesmente cópia de outros

No início da pré-temporada, a Racing Point causou controvérsia no paddock da Fórmula 1, ao apresentar um carro com design muito similar ao da Mercedes. Mas a ideia não é inédita na principal categoria do automobilismo mundial.

Ao longo dos 70 anos da F1, podemos encontrar vários episódios similares.

Leia também:

Troca de funcionários de equipes, trocas de tecnologia disfarçados como "assessoria técnica" ou um atalho nas regras para ter um carro mais competitivo, levaram a episódios de carros similares em temporadas consecutivas. Em alguns casos, chegamos até a ver carros mais do que parecidos, mas de equipes diferentes, rivalizando nas pistas.

Veja alguns destes episódios na galeria abaixo:

Galeria
Lista

Arrows FA1 e Shadow DN9

Arrows FA1 e Shadow DN9
1/20

Foto de: LAT Images

A Arrows FA1 (foto) não chegou a ver o final da temporada de 1978. O motivo: uma corte inglesa determinou que o carro era uma cópia do Shadow DN9, ambos com design de "carro alado" na parte de baixo da carroceria para explorar o efeito solo

Arrows FA1 e Shadow DN9

Arrows FA1 e Shadow DN9
2/20

Foto de: Rainer W. Schlegelmilch

A razão para a similaridade tem a ver com o projetista, Tony Southgate, que depois de trabalhar neste conceito com a Lotus ao lado de Colin Chapman, foi para a Shadow, onde desenharia o DN9 no final de 1977 antes de ir para a Arrows em 1978. A Arrows FA1 teria que ser tendría que ser substituído pelo A1, mas obteve alguns bons resultados com Riccardo Patrese antes de desaparecer

Brabham BT55 e McLaren MP4/4

Brabham BT55 e McLaren MP4/4
3/20

Foto de: LAT Images

A Brabham BT55 (foto) foi um projeto bem sucedido e, infelizmente, é lembrado como o carro no qual Elio de Angelis perdeu sua vida em uma corrida em Paul Ricard. Mesmo assim, por trás de seu desenho estava o gênio Gordon Murray e para a época, seu desenho era revolucionário, pelo quão baixo que era, quão baixo ia o piloto e quão claro era o fluxo de ar para a asa traseira

Brabham BT55 e McLaren MP4/4

Brabham BT55 e McLaren MP4/4
4/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Várias dessas ideias foram aplicadas posteriormente no carro de maior sucesso da McLaren, o MP4/4 (foto), que deu o primeiro mundial a Ayrton Senna em 1988. Apesar de Steve Nicholls ser o projetista da equipe, Gordon Murray participava como diretor técnico da McLaren desde 1987

Leyton House CG901 e Williams FW14

 Leyton House CG901 e Williams FW14
5/20

Foto de: LAT Images

Igual aos casos anteriores, a fuga de conhecimento de uma equipe a outra pode se dar por troca de pessoal. Neste caso em particular, falamos de um que marcou época. Adrian Newey, que desenhou o elegante Leyton House CG901 (foto) com o qual Ivan Capelli desafiou Alain Prost e a Ferrari pela vitória em Paul Ricard em 1990

Leyton House CG901 e Williams FW14

 Leyton House CG901 e Williams FW14
6/20

Foto de: Rainer W. Schlegelmilch

A forma em V da parte superior de um cockpit muito estreito era um traço comum de ambos, assim como os botões laterais, entre outros. A Leyton House teve muitos problemas no início e isso determinou o fim do relacionamento da equipe com Newey. Com mais recursos, mas um conceito similar e ao lado de Patrick Head, Newey se destacou com a Williams FW14 (foto)

Ligier JS41 e Benetton B195

Ligier JS41 e Benetton B195
7/20

Foto de: LAT Images

A história dessa similaridade razoável é uma das mais divertidas. Sem poder utilizar o suprimento dos motores Renault, o motor de referência do momento, a rota que a Benetton usava para alcançá-los não era convencional: eles compraram o motor via outro cliente da Renault, a equipe Ligier, que estava atolada em um crise financeira em 1994. No final da temporada, Michael Schumacher testou o Ligier JS39 equipado com o motor Renault V10 e viu em primeira mão os benefícios que teria no ano seguinte.

Ligier JS41 e Benetton B195

Ligier JS41 e Benetton B195
8/20

Foto de: LAT Images

De olho na temporada de 1995, a Benetton pediu assessoria técnica à Ligier. Segundo um de seus engenheiros, William Toet, levou o pessoal da Ligier a trabalhar na fábrica da Benetton, produzindo partes de seu carro, mas com o molde do B195 (foto), que contava com desenho de Rory Byrne. Na pista, a similaridade era inegável, e era admitida por Frank Dernie, projetista da Ligier. Porém, o motor Renault que a Benetton havia comprado precisou ser trocado na Ligier por um Mugen Honda, um V10 de 3 litros, mas não da mesma qualidade

Toro Rosso STR1 e Red Bull RB1

Toro Rosso STR1 e Red Bull RB1
9/20

Foto de: XPB Images

Em anos consecutivos, a Red Bull introduziu duas novas equipes na Fórmula 1. Em 2005, deu asas ao que ao que havia sido a equipe Jaguar e impressionou em seu ano de estreia. No final daquela temporada, a Red Bull adquiriu a Minardi e a transformou na Scuderia Toro Rosso. A equipe de Faenza recebeu seu carro na mão em 2006, o STR1 (foto): era o RB1 modificado, equipado com um motor Cosworth V10, o mesmo que a Red Bull havia usado em 2005, apesar do fato de que em 2006 o regimento limitava a capacidade para 8 cilindros e 2,4 litros.

Toro Rosso STR1 e Red Bull RB1

Toro Rosso STR1 e Red Bull RB1
10/20

Foto de: Red Bull Racing

Para equilibrar a potência com os novos motores, a FIA implementou uma restrição na entrada de ar superior (visível na foto anterior) e um limitador de rotações. Seus rivais Spyker e Super Aguri, que usavam motores V8, não estavam nada satisfeitos com o modo de operação da Toro Rosso, embora um deles logo seguisse seus passos. Na foto o RB1.

Red Bull RB3 e Toro Rosso STR2

Red Bull RB3 e Toro Rosso STR2
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Foto de: Sutton Motorsport Images

Em 2007, a Red Bull deu um passo adiante e não apenas forneceu a tecnologia à Toro Rosso, mas também a atualizou. Para poder seguir as regras do Acordo de Concórdia, a Red Bull criou um terceiro para fabricar seus carros de Fórmula 1. A Red Bull Technologies, com Adrian Newey no comando, seria responsável pelo design do RB3 (foto) e STR2.

Red Bull RB3 e Toro Rosso STR2

Red Bull RB3 e Toro Rosso STR2
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Foto de: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Dessa forma, o carro que Vitantonio Liuzzi, Scott Speed e Sebastian Vettel (foto) pilotaram era uma versão adaptada para o motor Ferrari do Red Bull RB3, que usava motor Renault, e era pilotado por David Coulthard e Mark Webber. Tinha uma semelhança mais do que razoável, que fazia sentido financeira e competitivamente, a ponto de no ano seguinte a equipe Júnior superar a equipe principal no campeonato mundial de construtores, como veremos mais adiante.

Super Aguri F1 SA07 e Honda RA106

Super Aguri F1 SA07 e Honda RA106
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Foto de: XPB Images

Aprendendo com as lições da Red Bull e da Toro Rosso, a Super Aguri (foto) adotou o mesmo atalho para 2007: um design do ano anterior. Nesse caso, quem lhe forneceu motores foi quem a equipe tinha um relacionamento muito próximo, a Honda. Assim como a Toro Rosso em 2006, vários rivais os acusaram de violar o Pacto de Concórdia. No entanto, o assunto não foi investigado pela Federação.

Super Aguri F1 SA07 e Honda RA106

Super Aguri F1 SA07 e Honda RA106
14/20

Foto de: Mark Capilitan

Embora inicialmente o SA07 tenha atrasado por não passar em vários crash tests, ele finalmente foi para a pista. A versão Super Aguri do RA106 não só estava indo bem, como estava melhor que o Honda R107, porque Takuma Sato chegou ao Q3 na Austrália, enquanto Rubens Barrichello e Jenson Button caíram no Q1 e Q2, respectivamente. No final do ano, eles marcaram apenas dois pontos a menos que a equipe oficial, o que representou o começo do fim do projeto da Honda como equipe na Fórmula 1. Na foto Barrichello a bordo do RA106 em 2006 durante o GP da China.

Toro Rosso STR3 e Red Bull RB4

Toro Rosso STR3 e Red Bull RB4
15/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Assim como em 2007, no ano seguinte a Red Bull Technologies fabricou os carros para suas duas equipes, cada uma com variantes de acordo com o motor que carregavam, a equipe principal com a Renault e a Junior com o motor da Ferrari. Foi este STR3 que deu à equipe sua primeira vitória na Fórmula 1 com Sebastian Vettel em Monza, a primeira de 39 com a dupla Newey-Vettel. Na foto, Takuma Sato no testa em Barcelona

Toro Rosso STR3 e Red Bull RB4

Toro Rosso STR3 e Red Bull RB4
16/20

Foto de: Edd Hartley / Motorsport Images

Em 2008, a Red Bull alcançou seu único pódio da temporada no Canadá com David Coulthard, enquanto Mark Webber mal conseguiu um quarto lugar em Mônaco como seu melhor resultado. Na foto Sebastien Loeb testando o RB4 em Barcelona no mesmo dia em que Sato filmou com a Toro Rosso. Era outra história que parecia ter asas, mas não voava muito longe.

Haas VF-18 e Ferrari SF70 H

Haas VF-18 e Ferrari SF70 H
17/20

Foto de: Sutton Motorsport Images

Embora a pré-temporada de 2018 já tenha revelado certas características da Ferrari no Haas VF-18 (foto), na Austrália, Christian Horner se referiu ao carro de seu rival como a "Ferrari 2017", depois da equipe americana se classificar em sexto e sétimo, logo atrás da Red Bull. Horner havia visto a ideia muito de perto na última década e por diversas vezes, então sabia do que estava falando.

Haas VF-18 e Ferrari SF70 H

Haas VF-18 e Ferrari SF70 H
18/20

Foto de: Sam Bloxham / Motorsport Images

A FIA não tinha nada a dizer sobre o carro da Haas, conhecida por ser uma equipe que costumava comprar "peças não listadas" de seu fornecedor, não apenas para motores, mas para tecnologia. No entanto, ao contrário do que aconteceu com as equipes da Red Bull no passado, na Haas nem tudo funcionava aos domingos, o carro não corria no mesmo nível apresentado na classificação do dia anterior. Na foto o SF70H.

Racing Point RP20 e Mercedes W10

Racing Point RP20 e Mercedes W10
19/20

Foto de: Glenn Dunbar / Motorsport Images

A história da Haas nos leva à da Racing Point, uma equipe que está prestes a se tornar Aston Martin, e que há muitos anos vem criando laços mais estreitos com a Mercedes, sua fornecedora de motores e embreagem. A nota que abre deste artigo mostra claramente o nível de detalhe que o Racing Point alcançou ao fabricar sua "Mercedes Rosa".

Racing Point RP20 e Mercedes W10

Racing Point RP20 e Mercedes W10
20/20

Foto de: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Como Andy Green, diretor técnico da Racing Point, explicou bem, uma coisa é copiar, outra é entender o que está sendo copiado. Eles acham que entenderam o que foi colocado na pista e que, pelos resultados da pré-temporada, que estão novamente no lugar onde estavam há alguns anos, lutando pela liderança do pelo tão do meio. 2020 provavelmente não é o fim das semelhanças entre os projetos das duas equipes.

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Categoria Fórmula 1
Autor Diego Mejía