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Haryanto teve de driblar Ramadã para correr em Montreal

Muçulmano, piloto da equipe Manor estava de jejum durante o dia e foi obrigado por médicos a interromper a prática para competir no domingo

Rio Haryanto, Manor Racing
Rio Haryanto, Manor Racing with the media
Rio Haryanto, Manor Racing MRT05
Rio Haryanto, Manor Racing MRT05
Rio Haryanto, Manor Racing MRT05 crashed during qualifying
Rio Haryanto, Manor Racing
(L to R): Rio Haryanto, Manor Racing with Piers Hunnisett, Driver Manager
Rio Haryanto, Manor Racing MRT05

Finalizando na 19ª e última posição o GP do Canadá, o piloto indonésio Rio Haryanto teve um final de semana difícil em Montreal. E não foi só pelas limitações técnicas do carro da equipe Manor – tido como o pior da Fórmula 1.

Seguidor da religião islâmica, que atualmente passa pelo mês do Ramadã – quando os seguidores não podem comer após acordar até o pôr-do-sol – ele não pôde se hidratar e alimentar durante o dia neste final de semana.

Seu empresário, Piers Hunnisett, reconheceu que havia preocupação de que a falta de alimentação e líquidos pudessem afetar a concentração do piloto durante a corrida. Por isso, ele foi obrigado pela equipe médica a parar com esta prática no domingo.

"Rio está de jejum nesta semana, mas a equipe e seu fisioterapeuta vão decidir o que fazer no domingo", disse ele à Reuters no sábado.

"É uma corrida longa e há uma preocupação com a desidratação.”

"Pilotos perdem uma grande quantidade de fluido corporal durante uma corrida e nós não queremos que ele perca a concentração quando estiver dirigindo a 350 km/h.”

"É mais uma questão de segurança. Ele está seguindo sua fé em Montreal nesta semana, mas vamos ver que conselho a equipe médica dá. Mas na segunda-feira ele vai estar em jejum novamente."

Ainda segundo o empresário, Haryanto tem orçamento para competir até o GP da Hungria, 11ª etapa do mundial. O piloto corre com patrocínio da petrolífera indonésia, Pertamina.

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