Horner abre exceção para Ferrari em regra de retorno à F1: “É o sonho”
Ex-chefe da Red Bull falou que voltaria ao paddock apenas se pudesse ser acionista, mas norma não se aplicaria a Scuderia
Após sair da Fórmula 1 em julho do ano passado, quando deixou o cargo de CEO da Red Bull Racing após duas décadas, Christian Horner continua sendo alvo de especulações sobre um possível retorno a categoria. O britânico não nega o desejo de voltar ao paddock, desde que a nova função contemple também parte das ações de uma equipe. Porém, ele afirma haver uma exceção à essa regra.
“Nesta fase da minha vida, há apenas uma equipe que eu aceitaria [trabalhar] sem ter participação acionária", disse em entrevista ao jornal britânico The Times. "Se eu consideraria a Ferrai? A Ferrari é a marca mais tradicional da F1. É o sonho. E, na minha opinião, é o gigante adormecido da F1”.
O comentário de Horner aparece em meio a rumores da imprensa italiana de que a permanência de Fred Vasseur como chefe de equipe da Ferrari estaria ameaçada. O time de Maranello é segundo colocado no campeonato de construtores, 145 pontos atrás da Mercedes, porém, o 'clima' dentro da equipe não parece dos melhores, especialmente após encontros "intensos" na pista entre Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
Horner ainda reforçou ter permanecido como um "funcionário de tempo integral" no pitwall da Red Bull por 21 anos e, por isso, "agora não preciso voltar para lá nas mesmas condições". Desde sua saída da F1, o nome do britânico já foi ligado a Aston Martin e a Alpine como locais possíveis para um retorno, mas nenhuma ação foi concretizada.
“Apesar de eu estar afastado do esporte há 14 meses, o fato de as pessoas ainda falarem de mim mostra que há demanda. Talvez eu não seja alguém tão impopular quanto se pensa. Não sei se vou voltar ao grid da F1 no próximo ano. De certa forma, sou tanto o remédio quanto o próprio problema", continuou.
Christian Horner
Fotoğraf: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
“Neste momento estou em uma boa posição e tenho o luxo de ser seletivo. Se eu não fizer nada, posso passar o resto da minha vida neste planeta e me preocupar apenas se a chuva vai cair e deixar a grama verde. Mas isso não me satisfaz. Sinto que ainda há uma paixão dentro de mim", acrescentou.
Por fim, Horner ainda brincou com a atual "vida fácil" de Toto Wolff, chefe da Mercedes. Em 2021, ano da acirrada disputa entre Max Verstappen e Hamilton, os dois chefes de equipe também protagonizaram uma enorme rivalidade.
"Além disso, o cabelo do Toto precisa ser um pouco despenteado. Sem mim, está tudo muito fácil para ele. Por isso, talvez ele não queira que eu volte. Muito provavelmente vou fazê-lo passar por momentos mais difíceis do que qualquer outra pessoa", concluiu.
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