Indefinição de motores põe acordo Red Bull/Infiniti em dúvida

Equipe austríaca garante que contrato com Infiniti é seguro, mesmo se time trocar fornecedora de motores; fontes sugerem, no entanto que empresa do grupo Renault-Nissan pode rescindir contrato

Indefinição de motores põe acordo Red Bull/Infiniti em dúvida
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB11
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing

Na ânsia por obter motores mais potentes, a Red Bull pode arcar com uma consequência financeira nada agradável. A Infiniti – divisão de luxo da Nissan, que faz parte do grupo Renault-Nissan – tem contrato com a equipe austríaca para 2016 e, de acordo com um membro do time, o contrato deve ser mantido, independentemente da utilização dos motores franceses.

No entanto, outras fontes indicaram ao Motorsport.com que há uma cláusula no contrato que permite à Infiniti rescindir a parceria caso a Red Bull não utilize unidades de potência da Renault Em outras palavras, Infiniti tem uma cláusula get-out que lhe permitiria sair se Red Bull muda de fornecimento de motores.

No passado, havia uma corrente dentro da Infiniti que preferiam que a Red Bull utilizasse motores Mercedes, uma vez que as duas marcas já têm parceria em projetos de carros de rua e ocupam o mesmo segmento automotivo – o de carros de luxo – enquanto a Renault é uma marca popular, voltada para o grande público.

No entanto, a administração na Infiniti mudou desde que o acordo com a Red Bull foi fechado e agora os dirigentes simpatizam mais com a Renault. De acordo com outras fontes ouvidas, Carlos Ghosn, presidente do grupo Renault-Nissan, pode exigir que a Infiniti termine o acordo com a equipe austríaca para exibir a marca nos carros da equipe Renault, caso seja concretizada a compra da Lotus por parte dos franceses.

Além disso, a Mercedes já descartou fornecer motores para a Red Bull, mas Ferrari já se mostrou disposta. Mercadologicamente falando, seria muito mais complicado fazer a marca Infiniti funcionar em uma parceria Red Bull/Ferrari.

Há ainda a possibilidade de o divórcio Red Bull/Renault envolver batalhas judiciais, portanto é pouco provável que uma empresa do grupo Renault-Nissan mantenha algum tipo de vínculo com o time de Milton Keynes.

Se a Infiniti realmente sair, o desfalque financeiro pode ser enorme, dado que a petrolífera francesa Total deve seguir automaticamente os passos da empresa. Embora a equipe receba valores significativos dos proprietários e da FOM (Formula One Management), a perda dos patrocinadores seria um duro golpe na equipe.

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