Jos Verstappen: "Estou preocupado que Max possa perder a motivação" para correr na F1
Pai do tetracampeão e ex-F1 disse que a nova era técnica do Campeonato Mundial está desanimando o piloto da Red Bull
Foto de: Mark Sutton / Motorsport Images
As falas de Max Verstappen no GP do Japão de Fórmula 1 apontam um maior desânimo do tetracampeão e a possibilidade dele se aposentar da categoria precocemente. Jos Verstappen, pai do piloto da Red Bull e ex-F1, demonstrou preocupação com a possível perda de motivação do filho com o Campeonato Mundial.
Desde a estreia da temporada 2026, a primeira com o novo regulamento técnico que aumentou a importância da parte elétrica dos motores e com aerodinâmica ativa, Verstappen tem sido um dos pilotos mais críticos da nova era da F1.
O desempenho abaixo do esperado do carro da Red Bull em 2026 também não ajuda a motivação do tetracampeão em permanecer na categoria. Além disso, a paixão do piloto holandês por corridas de endurance, especialmente as 24 Horas de Nurburgring, podem ser um caminho caso Max decida deixar a F1.
O último comentário de Verstappen sobre uma possível saída foi feito em entrevista à rádio inglesa BBC, no domingo, logo após a prova em Suzuka.
Questionado se poderia deixar a categoria no fim de 2026, ele não negou a possibilidade: "É isso que estou dizendo. Estou pensando sobre tudo dentro deste paddock. Na vida privada, estou muito feliz".
"Você também espera por 24 corridas e pensa “Vale a pena? Ou eu aproveito mais estando em casa com a minha família? Vendo mais meus amigos quando você não está aproveitando seu esporte?”.
Agora, o pai do holandês, Jos Verstappen, que correu na F1 nas décadas de 1990 e 2000, confirmou que os novos regulamentos da categoria, além do desempenho atual da Red Bull, estão desanimando o holandês.
“Dizem que é só uma questão de se acostumar, mas tenho certeza de que o Max não vai gostar disso", disse Jos, ao jornal holandês De Telegraaf. "Claro, ele sempre tenta tirar o melhor proveito da situação. Isso é outra questão"
“Ele está fazendo tudo o que pode com a Red Bull para se tornar mais competitivo, mas correr nesses carros não representa um desafio para ele".
O ex-F1 revelou que está apreensivo em relação à motivação do filho em permanecer no Campeonato Mundial: “Para ser sincero, estou um pouco preocupado que o Max possa perder a motivação. Ele costumava achar que correr em um carro de Fórmula 1 era a melhor coisa do mundo, mas agora estou bastante pessimista quanto a isso".
“Gostaria de dizer que não é o caso, mas vejo isso se tornando um problema em relação ao futuro dele".
Apesar disso, Jos acredita que, nas reuniões da FIA para reformas do regulamento técnico no mês de abril, as críticas de Max e outros pilotos serão escutadas, mas que, para esse ano, não terão grandes alterações.
Foto de: Andrew Ferraro / LAT Images via Getty Images
“Eles realmente o ouvem, estou convencido disso. É possível que façam algumas pequenas alterações nos regulamentos este ano, mas isso não fará diferença. Espero que haja mudanças significativas para a próxima temporada ou, se necessário, para a seguinte".
“Estou particularmente satisfeito por Max simplesmente dizer as coisas como elas são. Acontece que ele é meu filho. Mas acho que devemos valorizar o fato de que ainda existem pilotos assim".
Jos também apontou que o 'cabo de guerra' entre as equipes e montadoras da F1 pode ser um peso para a mudança ou não das regras: “É também um jogo político. Nem sempre é fácil promover mudanças. Toto Wolff e a Mercedes vão querer manter esses regulamentos pelo maior tempo possível".
“Eles investiram muito dinheiro e tempo nisso e claramente têm uma vantagem inicial, inclusive em termos de conhecimento em comparação com suas próprias equipes clientes. É um direito deles, é claro. Eles podem tirar proveito disso agora".
Jos, assim como o filho, criticou pesadamente as novas regras da categoria, afirmando que não está mais tão animado com a categoria como era no passado.
“Acompanho o Max de perto, é claro, e mantemos contato regular, mas é difícil ficar animado com isso quando assisto às sessões e ouço onde eles precisam tirar o pé do acelerador".
“Há duas semanas, eu ainda acordava no meio da noite para assistir aos treinos livres na China, mas desliguei a televisão depois de quinze minutos e voltei a dormir. Eu nunca tinha feito isso com a F1 antes. Isso talvez diga alguma coisa", concluiu.
FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA
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