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Volta da unidade de potência de oito cilindros segue no centro do debate do Campeonato Mundial

Oscar Piastri, McLaren

Foto de: Cristobal Herrera-Ulashkevich / via Getty Images

O retorno dos motores V8 à Fórmula 1 segue no centro do debate da categoria, especialmente após o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmar que eles voltarão até 2031. Com tal discussão, uma equipe que sempre foi cliente de fabricantes pode estrear na produção de unidades de potência: a McLaren.

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O regulamento técnico atual da categoria, que separa a potência em quase 50/50 entre o motor de combustão interna e o elétrico, gerou polêmica e críticas dos pilotos pelo corte de potência no meio das retas e do ritmo reduzido nas voltas rápidas de classificação.

Agora, a posição de Ben Sulayem também refletiu em um possível cenário futuro levantado pelo próprio presidente da FIA: a McLaren como fabricante de unidades de potência.

“Acredito que, quando a introduzirmos, até a McLaren vai fabricar seu próprio motor”, disse Ben Sulayem à revista Sports Business Journal.

“Eles não iriam recorrer a terceiros. O fato de agora estarem recorrendo a terceiros para fabricá-lo se deve ao fato de ser uma unidade [de potência] complicada. Eles disseram: ‘É melhor comprarmos o que está disponível do que lançarmos um novo motor'.”

Tal afirmação foi, em parte, confirmada por Zak Brown, CEO da McLaren Racing, que destacou o potencial dos custos dos motores V8 serem mais baixos. No entanto, ele afirmou que o time de Woking está satisfeito com a atual parceria com a Mercedes AMG High Performance Powertrains.

“Acho que, se houvesse uma fórmula de motor que fosse financeiramente viável, sim, consideraríamos isso e a tecnologia”, respondeu Brown na Indy 500.

“Dito isso, não poderíamos estar mais satisfeitos com a Mercedes, então, sim, se algo nos for apresentado que, em primeiro lugar, faça sentido financeiramente, então vamos dar uma olhada".

Apesar dos comentários de Ben Sulayem, Brown se mostrou satisfeito com o atual regulamento de motores:  “Não, porque — as corridas são ótimas. Se você não ouvisse os pilotos e estivesse apenas assistindo pela TV, o produto televisivo é excelente”.

“Há ultrapassagens, cinco líderes diferentes em Miami, disputas pela liderança, então acho que os fãs assistindo à corrida pensam: ‘Essa é uma corrida empolgante pra caramba’".

O CEO da McLaren avaliou que “o que aconteceu" sobre as reclamações dentro da pista "é algo comum a qualquer nova tecnologia. Já vimos isso em Miami. Vimos que os pilotos estão, A, mais acostumados com isso e, B, as regras estão ficando mais refinadas". 

"Talvez não cheguemos a um cenário perfeito, mas sempre existiu gerenciamento de regras, gerenciamento de pneus — e agora há gerenciamento de bateria".

“Acho que isso está em um extremo que a maioria dos pilotos não gosta — mas ainda é corrida. ... Então acredito que isso vai se ajustar naturalmente e acho que tudo na Fórmula 1 é analisado com uma lupa de aumento mil”.

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