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Piloto oficial do safety car da F1 explica como morte de Senna transformou sistema de segurança

Bernd Maylander explicou como os trágicos acontecimentos do fim de semana do GP de San Marino de 1994 deram origem ao padrão atual do carro de segurança

Bernd Maylander, Safety Car Driver, on the grid

Bernd Maylander, piloto oficial do safety car da Fórmula 1 desde 2000, explicou como os trágicos acontecimentos do GP de San Marino de 1994, como a morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado e do tricampeão Ayrton Senna no domingo, serviram de catalisador para uma melhoria drástica no sistema de segurança da categoria.

Leia também:

Maylander refletiu sobre a época anterior à padronização dos safety cars durante uma participação no podcast F1 Beyond The Grid

“Acho que o carro médico sempre fez parte disso, ou digamos, as ambulâncias”, disse ele. “Não sei exatamente o que acontecia antes dos anos 90, mas Sid [Watkins, ex-chefe médico da F1] já estava lá".

"Acho que, desde 1994, todos sabemos quem é Sid Watkins no automobilismo e o que ele fez. E então essas coisas foram ficando cada vez mais importantes a partir de 1993, quando tivemos grandes acidentes".

"O trabalho do Sid e também as medidas de segurança e assistência médica que foram implementadas na F1 foram realmente muito importantes, e aprendemos muito. É por isso que criamos um departamento de segurança e um departamento médico para ter mais autonomia para nos desenvolvermos mais rapidamente e melhor, em conjunto com todos os envolvidos na F1".

"Não é só a FIA. Recebemos apoio das equipes. Estamos trabalhando juntos e acho que esse é um grande passo muito importante: estarmos trabalhando juntos. Acho que era bem diferente há 30 ou 40 anos".

Ratzenberger e Senna perderam a vida durante o fim de semana do GP de San Marino de 1994. As mortes foram as primeiras no campeonato desde 1982. Além disso, um grave acidente nos treinos de sexta-feira deixou Rubens Barrichello internado.

Bernd Maylander, FIA Safety Car Driver

Bernd Maylander, piloto do Safety Car da FIA

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

 Questionado se os eventos do fim de semana da corrida do GP de San Marino de 1994 aceleraram a necessidade de um safety car, Maylander acrescentou: “Com certeza. Naquela época, o safety car já estava previsto no regulamento, mas eram carros diferentes, pilotos diferentes de pista para pista e, a partir de 1996, passou a ser um piloto permanente".

"Naquela época, era Oliver Gavin. Oliver Gavin é um ex-piloto de corrida, um piloto de GT muito, muito bom, e ele fez isso de 1996 a 1999. Eu assumi o cargo dele porque ele saiu. Ele foi para os Estados Unidos para a American Le Mans Series. Então, esse foi meu momento de sorte".

“Esse foi o primeiro passo: ter um piloto permanente que fosse absolutamente profissional em seu trabalho e, além disso, ter uma marca permanente e os mesmos safety cars e carros médicos em cada pista, pois assim você contava com um equipamento padrão".

MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +

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