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Opinião

OPINIÃO F1: Por que Horner é opção mais óbvia, mas não mais lógica para Audi?

Ex-chefe de equipe da Red Bull está disponível no mercado desde julho de 2025

Christian Horner, Red Bull Racing Team Principal

Foto de: Red Bull Content Pool

Em uma ponta, Christian Horner livre no mercado da Fórmula 1 desde que foi demitido da Red Bull. Na outra, a vaga aberta de chefe de equipe na Audi. Um resultado, aparentemente, óbvio. Será?

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Desde que Jonathan Weathley decidiu 'abandonar o barco' da Audi após apenas oito meses com o grupo, a função de chefe de equipe vem sendo exercida por Mattia Binotto - que tem um passado recente no cargo por ter assumido o papel nos seus últimos anos na Ferrari.

Disponível no mercado desde julho de 2025, é inegável o peso do currículo de Christian Horner. Ao todo, são seis títulos de construtores com a Red Bull (2010, 2011, 2012, 2013, 2022, 2023) e oito de pilotos, Sebastian Vettel (2010–2013) e Max Verstappen (2021–2024). Além das mais de 100 vitórias sobre seu comando. 

Ter um multicampeão e tão experiente funcionário em um dos principais cargos na F1, principalmente em uma equipe estreante, poderia ser o caminho para o sucesso que a equipe alemã tanto almeja.

Max Verstappen, Red Bull Racing, Christian Horner, Red Bull Racing

Max Verstappen, Red Bull Racing, Christian Horner, Red Bull Racing

Foto de: Sam Bagnall / Motorsport Images

Com a pausa de um mês sem corridas, devido ao cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita em decorrência da guerra no Oriente Médio, era esperado que o time anunciasse a movimentação em relação à figura principal do pitwall. O que não aconteceu.

Recentemente, Binotto declarou que não haverá substituto para Weathley: "Vou manter o cargo, mas precisarei de alguém para me apoiar nos fins de semana de corrida, porque nem sempre estarei presente pessoalmente."

Mas, então, por que Horner não foi considerado? E se foi, por que não avançou? 

Em outubro do ano passado, foi revelado algumas condições que o britânico estaria impondo às equipes para poder se juntar a elas. Na época, Aston Martin, Haas e Alpine eram as miras do ex-chefe. 

Foto de: Mark Sutton / Motorsport Images

Na Aston, Horner teria proposto se tornar chefe de equipe no lugar de Andy Cowell, além de obter uma ação acionária. Na Haas, o acordo girava em torno da mesma base apresentada à equipe de Silverstone, mas com um ponto diferente: autonomia total no comando do time norte-americano e participação societária. E na Alpine, a proposta também envolveria a possibilidade de ocupar um cargo sênior.

Ao olharmos em retrospecto os possíveis motivos da saída de Wathley, a divergência e provável ausência de autonomia como chefe de equipe salta aos olhos. Ou seja, o ex-Red Bull sentia que sua voz, diante de Mattia Binotto, não tinha tanto valor.

Quando alinhamos as expectativas prévias de Horner com os outros esquadrões e a possível limitação de atuação dentro da Audi, fica bem evidente que as narrativas não se combinam. Se Weathley saiu por falta de 'poder nas mãos', dificilmente o time entrará em contradição cedendo tanto terreno para Christian.

Christian Horner pode ser a opção mais óbvia, mas não é a mais lógica.

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