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OPNIÃO F1: Norris em crescente e Piastri está 'devendo' após GP do México?

Britânico voltou a vencer, enquanto o companheiro de equipe está há quatro corridas sem subir ao pódio

Lando Norris, McLaren

Após 189 dias sem uma vitória na Fórmula 1, Lando Norris conquistou o GP do México de ponta a ponta. Foram seis longos meses que o britânico enfrentou de dificuldades até a quebra no GP da Holanda, que culminou uma vantagem de 34 pontos para Oscar Piastri.

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Norris metabolizou bem, recarregando-se justamente quando as coisas não pareciam estar indo em sua direção. Inicialmente, sua resposta foi pouco visível, pois coincidiu com um momento de dificuldade para a McLaren, mas assim que ele voltou a ter um monoposto vencedor à sua disposição, sua forma emergiu de forma inequívoca.

A vitória no circuito Hermanos Rodriguez, sem dúvida, melhorou o desempenho técnico da McLaren, mas o papel de Lando foi tudo menos secundário. Houve dois momentos importantes no fim de semana: a volta perfeita no clímax da classificação de sábado e a temida largada do GP. Um desempenho perfeito, que (como sempre acontece nesses casos) visto de fora poderia quase parecer uma pequena tarefa. Mas não foi, o desempenho do monoposto em condições de baixa aderência criou um espaço para o resto do pelotão.

A corrida de ontem pode vir a ser o ponto de virada do Campeonato Mundial de 2025. A McLaren estava ciente de que, se deixasse o México sem retornar ao sucesso, o ar se tornaria pesado, e Norris estava ciente de que tinha que desferir o golpe em um momento em que seu companheiro de equipe estava mais vulnerável do que nunca.

Na McLaren, eles estão se unindo em torno de Piastri, assim como fizeram com Norris no meio da temporada, mas a impressão é que Oscar precisará de uma verdadeira ressurreição para realmente voltar à luta pelo campeonato mundial. Certamente não é a diferença de pontos que o separa de seu companheiro de equipe que faz a diferença, mas o vórtice negativo pelo qual ele parece estar sendo cada vez mais sugado.

Se não houvesse nenhum título mundial em jogo, o momento de Piastri poderia ser explicado como uma passagem em seu crescimento ainda recente, mas, estando sob os holofotes, tudo ganha um significado maior. Muitos torcedores (mas também muitos especialistas) não se lembram do tempo que Max Verstappen levou para capitalizar seu enorme potencial, ou do progresso que Charles Leclerc fez no gerenciamento de pneus naquela que foi sua quinta temporada na F1.

Piastri ainda tem muito espaço para crescer, mas, nesse meio tempo, conseguiu estar na disputa por um campeonato mundial que, em um determinado momento da temporada, parecia já estar em suas mãos. Nesse cenário, o preço a pagar é, sem dúvida, mais alto. Agora que Lando está de volta no lugar da lebre, Oscar terá de voltar a correr atrás, como fez nas cinco primeiras corridas da temporada, mas será preciso algo grande para mudar a situação a seu favor.

Oscar Piastri, McLaren

Oscar Piastri, McLaren

Foto de: Jakub Porzycki / NurPhoto / Getty Images

A única boa notícia que chegou para os dois pilotos da McLaren foi a confirmação de que o MCL39 ainda é um monoposto vencedor. Dois meses sem vitórias alimentaram dúvidas legítimas, mas pelo menos nas condições em que ele correu no México não houve história.

"A confiança em termos de possibilidades de campeonato mundial aumentou", comentou Andrea Stella. "Digo isso porque confirmamos que ainda temos um monoposto capaz de vencer corridas e, em algumas condições, até mesmo dominá-las. Esse é o fator mais importante para colocar Lando e Oscar em posição de almejar o campeonato de pilotos".

"Não acho que seja uma questão de matemática, mas sim de competitividade", continuou Stella, "e foi muito importante confirmar isso na pista. Quanto a Oscar, embora tenha perdido alguns pontos para Verstappen, acho que ele aprendeu muito neste fim de semana. São essas etapas que se tornam um investimento para sermos competitivos em todas as condições".

A pergunta mais importante que a McLaren conseguiu responder diz respeito ao cenário técnico em que o final da temporada será disputado. Depois de quatro reveses, as dúvidas começaram a surgir, mas agora a equipe sabe que, com uma melhor execução no fim de semana, o pacote ainda pode ter como objetivo a vitória.

Nas quatro pistas em que o final da temporada será disputado (Interlagos, Las Vegas, Losail e Yas Marina), o conjunto Verstappen-Red Bull ainda pode fazer algumas incursões, mas depois do fim de semana mexicano, uma boa dose de estresse deixou a caixa de mamão, deixando espaço para a confiança real.

MOLINA analisa MAX x McLARENs pelo título, projeta MÉXICO e avalia BORTOLETO / HAMILTON no fim de 25

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