"Piloto age como engenheiro": Massa critica 'nova F1' e pede "revisão urgente" do regulamento
Vice-campeão de 2008, piloto brasileiro se juntou aos críticos do regulamento de 2026 e condenou 'artificialidade' das disputas
O debate sobre o regulamento de 2026 da Fórmula 1 está mais acalorado do que nunca e cada vez mais vozes influentes se juntam a ele. Vice-campeão em 2008, Felipe Massa levantou a voz contra o novo regulamento técnico da categoria rainha.
A F1 atual vive em uma contradição constante, entre mais ultrapassagens mas menos autenticidade. Essa é a opinião de muitos pilotos e agora também de Massa. O brasileiro foi direto ao ponto ao analisar o rumo que a categoria tomou com a introdução das novas unidades de potência híbridas, onde o componente elétrico é praticamente 50% do total:
“A Fórmula 1 precisa entender quais são as regras corretas, porque o que está acontecendo agora não é agradável. Não são coisas que alguém queira ver. Sim, vemos muitas ultrapassagens, mas não são ultrapassagens reais, são falsas”, explicou ao jornal espanhol SPORT durante passagem pela Winter Series em Barcelona. Essa não é uma crítica isolada, mas sim mais uma dentro de um discurso que começa a ser unânime no paddock.
O problema: gestão, energia… e uma F1 “artificial”
O grande ponto de atrito é claro: a dependência da energia elétrica. Não tanto por sua existência, mas por suas consequências na pista. A necessidade de gerenciar volta a volta transformou a maneira de pilotar e competir. Os pilotos já não atacam constantemente: eles calculam, economizam e liberam energia. Segundo Massa, isso 'desnaturaliza' o espetáculo.
“Na F1, os pilotos deveriam pilotar, na maior parte do tempo, no limite, tanto na classificação como na corrida. É isso que o público quer ver. Mas agora, de certa forma, o piloto age como engenheiro. Isso não é bom e os regulamentos devem ser revistos com urgência”, continuou.
A crítica se conecta diretamente com o que nomes como Lando Norris e Max Verstappen já apontaram, o temido “efeito ioiô”, um sistema em que as ultrapassagens dependem mais do estado da bateria do que do puro talento.
Mas Massa vai além, questionando não apenas o espetáculo, mas também o equilíbrio competitivo. Segundo o brasileiro, a nova regulamentação provocou um salto preocupante nas diferenças entre as equipes: “No ano passado terminamos a temporada com diferenças de talvez 1,5 segundos entre todos os carros, enquanto agora vemos diferenças de até 5 segundos. Isso é realmente terrível”.
Um dado que entra em conflito direto com um dos grandes objetivos históricos da Fórmula 1: nivelar o grid e promover a disputa roda a roda.
O cenário não é simples e Massa também destaca a política interna do campeonato: “Neste momento, as equipes fortes não vão querer mudanças, enquanto as menos competitivas vão querer que as regras sejam alteradas. Mas a FIA e a Fórmula 1 devem entender o que é melhor para o esporte”.
Aí está a chave. Conflitos de interesse. Equipes dominantes que não querem mexer no que funciona e outras que precisam de uma mudança urgente. E no meio disso, a FIA e a Fórmula 1, obrigadas a tomar uma decisão que pode marcar o futuro do campeonato. A questão já não é se o regulamento gera debate, mas por quanto tempo a F1 pode se dar ao luxo de viver nessa situação.
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