Quanto custa construir um carro de F1?
Equipes trabalham com um teto de gastos e são responsáveis por fazerem 'mágica' com seus monopostos, mas dá para ter um em casa?
Foto de: Pirelli
Quem acompanha a Fórmula 1 sabe que as equipes investem milhões de dólares em seus carros e todas as conversas envolvem muito dinheiro nesse mundo. Mas quanto custa construir um carro da categoria?
Caso você queira um carro da categoria em casa criado do zero, precisará desembolsar pelo menos 15 milhões de euros (R$ 88,5 milhões), mas considere que o monoposto não estará equipado com um motor e, portanto, será apenas uma demonstração.
Não é possível estimar o valor exato para as equipes produzirem seus carros, uma vez que os gastos não são divulgados publicamente, mas há estimativas que se aproximam do resultado final.
Vale lembrar que os times também têm os gastos com os funcionários e para manter as fábricas em seus determinados países. As equipes produzem desde as porcas e parafusos até o conjunto de asas usadas ao longo dos fins de semana, apenas o motor pode ser comprado de uma rival.
CONSTRUINDO UM CARRO PARA COMPETIR
MOTOR - R$ 50 a 75 milhões
A peça mais cara para ter um monoposto competitivo é o motor. O preço varia de equipe para equipe, principalmente para aquelas que são apenas clientes.
Para desenvolver a peça do zero, considerando que leva-se pelo menos quatro anos para finalizar o projeto, uma montadora gasta cerca de 500 a um bilhão de dólares por ano, convertendo para reais, dá cerca de R$ 2,5 a R$ 5 milhões.
Quando todo o projeto está pronto, a unidade de potência costuma custar de 10 a 15 milhões de dólares (R$ 50 a 75 milhões) por piloto. Esse valor é válido para todas as equipes e, claro, pode variar de fornecedora para fornecedora.
CHASSI - R$ 3,5 milhões
Cada equipe de F1 produz cerca de quatro chassis para serem usados ao longo da temporada - já pensando em acidentes e possíveis quebras. O valor de cada um gira em torno de 700 mil dólares (R$ 3,5 milhões).
O chassi é uma das partes mais importantes do carro, isso porque é ele que dá 'forma' ao projeto. A base da peça é a fibra de carbono, que a deixa o mais leve possível com reforço em áreas que precisam de maior segurança para o piloto.
Foto de: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
CAIXA DE CÂMBIO - R$ 2 milhões
A caixa de câmbio de um carro de F1 é uma parte extremamente sensível e pode custar mais de 400 mil dólares (R$ 2 milhões). Considerando que essa é uma peça que pode precisar de diversas trocas e reparos ao longo de uma temporada, esse valor pode triplicar.
Um pequeno impacto nas rodas traseiras pode causar danos severos à caixa de câmbio e, assim, obrigar um piloto a fazer a substituição. Vale lembrar que as equipes só podem fazer quatro trocas antes de uma punição.
ASSOALHO - R$ 1 milhão
O assoalho da F1 em 2026 passou a ser um pouco mais simples, já que os carros não contam mais com o efeito solo. No entanto, isso não significa que ele seja mais barato.
A camada segue sendo feita de fibra de carbono e resina, tornando o assoalho leve e rígido, mas moldável, já que é uma parte importante para a aerodinâmica do carro.
Segundo algumas fontes não oficiais, essa peça pode custar até R$ um milhão para ser produzida.
ASAS - R$ 1,5 milhões
As asas dianteiras e traseiras são peças bastante sensíveis e as equipes precisam de muito cuidado na hora de serem colocadas nos carros. Além disso, os pilotos devem evitar acidentes que atingiam tais peças para economizarem pelo menos 150 mil dólares (R$ 750 mil).
É dito que o valor para produzir cada asa individualmente é de 150 mil dólares. A dificuldade é que quando há problemas com a peça, dificilmente o concerto é rápido ou fácil - muitas equipes optam por aplicar fita adesiva, mas na maior parte das vezes a substituição é a única opção competitiva.
Foto de: Kym Illman / Getty Images
HALO - R$ 100 mil
O halo é um artefato importante de segurança para os pilotos e pode ser considerado uma das peças mais simples e baratas de ser produzida. O valor varia na casa dos 20 mil dólares (cerca de R$ 100 mil).
O dispositivo serve para proteger a cabeça do piloto em caso de algum acidente em que o carro vira de ponta-cabeça ou outro monoposto acaba subindo por cima do outro - como aconteceu no GP da Itália em 2021 entre Max Verstappen e Lewis Hamilton.
FREIOS - R$ 400 mil
Os freios são uma parte vital do carro e precisam de manutenção constante, então o valor de R$ 400 mil pode aumentar.
Essa parte do carro é feita de fibra de carbono reforçada e sofre muito desgaste, uma vez que um F1 consegue frear completamente a partir dos 320 km/h em até quatro segundos.
Teto de gastos
Em 2026, o teto de gastos para as equipes é de 215 milhões de dólares, cerca de R$ 1,1 bilhão por ano. É importante mencionar que os salários dos três principais executivos e dos pilotos, marketing e hospitalidade e motor têm uma conta separada.
Os gastos com unidades de potência podem chegar a 130 milhões de dólares (R$ 650 milhões).
É especulado que equipes grandes, como a Mercedes e a Ferrari, gastam cerca de 300 a 400 milhões de dólares (R$ 1,5 a 2 bilhões) por temporada. Vale lembrar que nessa conta já ficam inclusos gastos com a fábrica e pessoal.
| PEÇA | VALOR EM REAIS |
|---|---|
| MOTOR | R$ 50 a 75 milhões |
| CHASSI | R$ 3,5 milhões |
| CAIXA DE CÂMBIO | R$ 2 milhões |
| ASSOALHO | R$ 1 milhão |
| ASAS | R$ 1,5 milhões |
| HALO | R$ 100 mil |
| FREIOS | R$ 400 mil |
| TANQUE DE COMBUSTÍVEL | R$ 700 mil |
| SISTEMA HIDRÁULICO | R$ 1 milhão |
| VOLANTE | R$ 500 mil |
MOLINA é ENFÁTICO sobre momento CAÓTICO da F1, além de motores, Hamilton, Verstappen, Bortoleto e +
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