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Rosberg cobra posicionamento em luta contra racismo: "Precisamos ser firmes e precisamos fazer isso agora"

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Rosberg cobra posicionamento em luta contra racismo: "Precisamos ser firmes e precisamos fazer isso agora"

Campeão de 2016 da F1 se manifestou em meio a protestos pela morte de George Floyd e pelo fim do racismo ao redor do mundo

Após a cobrança de Lewis Hamilton sobre o silêncio do mundo do esporte a motor em meio aos protestos pela morte de George Floyd e o fim do racismo, diversas personalidades do esporte começaram a se manifestar. Entre eles, está o ex-piloto e campeão de 2016 da Fórmula 1, Nico Rosberg, que anunciou a doação de 10 mil euros (cerca de R$ 60 mil) para um fundo educacional para pessoas negras.

Em texto publicado em suas redes sociais nesta quinta-feira (leia abaixo a íntegra), Rosberg se juntou a diversos companheiros do esporte nas manifestações públicas contra o racismo e cobrou um posicionamento ainda maior neste momento, afirmando que o preconceito é algo que precisa ser erradicado da sociedade.

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O piloto afirmou ter sido privilegiado por ter crescido em um ambiente onde ele não viu em primeira mão casos de racismo, e que não seria capaz de compreender a dor das vítimas, mas que fica devastado pelo que ele vê e ouve. Disse também não compreender como que a humanidade conseguiu tantos avanços nas últimas décadas, mas não evoluiu em um assunto básico, a igualdade.

Além do anúncio da doação de 10 mil euros, Rosberg pediu também a seus seguidores que compartilhem nas redes sociais organizações que estão na luta contra o racismo na sociedade, para que as pessoas possam ter conhecimento das causas e que possam ajudar como puder.

Leia a íntegra do texto publicado por Rosberg:

"Não há lugar para o racismo. Seja no esporte, no local de trabalho, nas ruas ou na sociedade. Eu passei o final de semana com minha família, desconectado das redes sociais. Ao entrar novamentem vi várias imagens, principalmente vindas dos Estados Unidos que me cortaram o coração. Estou ciente que, por ter crescido em Mônaco, fui privilegiado e tive pouco contato com a injustiça racial e a opressão do sistema nas minorias".

"Ainda que, dificilmente eu seja capaz de compreender a dor de tantas vítimas de racismo, estou devastado pelas coisas que vejo e ouço. Deveria ser uma prioridade para as pessoas influentes usarem isso para tentar ser parte da solução".

"Para todos os meus seguidores e companheiros do esporte: precisamos ser firmes contra o racismo e precisamos fazer isso agora. Fico triste que, durante todo esse tempo, conseguimos coisas incríveis como mandar o homem para a Lua, inventar a internet, mas falhamos em resolver o que deveria ser considerada a forma mais básica de decência humana: a igualdade".

"Precisamos lutar contra o racismo. Todos podemos fazer mais. Após um tempo pesquisando e pensando, eu compreendo que a chave disso é a educação. A única forma de fazer as pessoas compreenderem é educando a todos a respeito do problema. Então eu decidi apoiar o Fundo de Defesa Legal e Educação da NAACP, com uma doação de 10 mil euros para ajudá-los em seus esforços com educação pública e a luta pacífica para acabar com a segregação".

"Não sou um especialista, mas acredito que todos possamos achar plataformas para apoiar a causa da melhor forma. Nos ajude com causas para apoiar e continue a luta pacífica contra o racismo em nossa sociedade. Se você está lendo isso e conhece organizações lutando para erradicar o racismo do nosso mundo, por favor, compartilhe nos comentários para que as pessoas possam conhecer".

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