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Títulos brasileiros, vitória polêmica de Schumacher e mais: histórias dos "encontros" da F1 com finais de Copa do Mundo

Esta é apenas a oitava vez na história em que a principal categoria do automobilismo mundial realiza uma corrida no mesmo dia da final do maior torneio de futebol

Michael Schumacher, Ferrari F300 makes his stop and go penalty

O dia 19 de julho de 2026 tem tudo para ser um dos mais importantes do ano no mundo do esporte: enquanto o ponto alto será, sem dúvidas, a grande final entre Espanha e Argentina na Copa do Mundo de Futebol, o domingo esportivo abre com o GP da Bélgica, décima etapa da temporada 2026 da Fórmula 1.

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Apesar dos 77 anos de existência da Fórmula 1, com sua primeira temporada disputada em 1950, foram poucas vezes em que tivemos um 'cruzamento' entre a principal categoria do automobilismo mundial e o maior campeonato de futebol do mundo.

O caso de 2026 será apenas a oitava vez em 77 anos que isso acontece. E esses encontros renderam histórias importantes para o mundo dos esportes que ficaram marcadas para sempre.

O primeiro choque veio em 1954. A Europa terminava de se reerguer após o impacto da Segunda Guerra Mundial e, naquele período de junho e julho, recebia os dois eventos simultaneamente. 

A Copa do Mundo era realizada na Suíça, e a final marcava um reencontro: a Alemanha Ocidental reencontrava a toda-poderosa Hungria, que havia aplicado uma vitória esmagadora na fase de grupos: 8x3. Mas em 04 de julho, a cidade de Berna vivenciava um milagre, o "Milagre de Berna". A Alemanha conquista sua primeira Copa, batendo a Hungria por 3x2, após tomar 2x0 ainda nos dez minutos iniciais.

Juan Manuel Fangio, Karl Kling, Mercedes-Benz W196.

Juan Manuel Fangio, Karl Kling, Mercedes-Benz W196.

Foto de: Motorsport Images

A apenas 500km de Berna, o circuito de Reims recebia o GP da França, quarta etapa daquela temporada da F1. A prova marcava o início de uma nova, com a entrada da Mercedes, e uma troca chocante de Juan Manuel Fangio, que trocava a Maserati pelo projeto da marca alemã. O resultado foi imediato: vitória do argentino em uma dobradinha da Mercedes.

Os dois encontros seguintes estão muito vivos na memória brasileira. No dia 17 de junho de 1962, o Brasil conquistava sua segunda Copa do Mundo no Chile, batendo a Tchecoslováquia por 3x1 com gols de Amarildo, ZitoVavá, Já a F1 corria em Spa-Francorchamps para mais um GP da Bélgica, com vitória de Jim Clark à frente de Graham Hill.

Já em 21 de junho de 1970, o dia começava com o GP da Holanda em Zandvoort e a vitória de Jochen Rindt, a caminho de seu título póstumo. Mas o destaque maior ficou com o épico tricampeonato mundial do Brasil, aplicando uma goleada de 4x1 em cima da Itália durante a Copa do México.

Logo na Copa seguinte, em 1974, a festa foi dos donos da casa, com a Alemanha Ocidental celebrando o título com uma vitória em cima da Holanda. Já na F1, o circuito de Dijon recebia o GP da França, vencido por Ronnie Peterson, com Niki Lauda em segundo.

Podium: race winner Alain Prost, McLaren, second place Ivan Capelli, Letyton House, third place Ayrton Senna, McLaren

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Foto de: Sutton Images

Quase 20 anos depois, em 1990, pudemos acompanhar uma situação oposta. Na F1, foi Alain Prost quem fez a festa em casa, triunfando no GP da França em Paul Ricard, com Ivan Capelli em segundo e Ayrton Senna em terceiro. Na Copa do Mundo, desta vez sediada na Itália, a final ficou entre Alemanha Ocidental e Argentina, com a seleção europeia levando a melhor mais uma vez, com um placar magro de 1x0.

E se os encontros de 1962 e 1970 estão na memória dos brasileiros por bons motivos, 1998 está pelo trauma. O Brasil vivia pela expectativa da conquista do pentacampeonato após um tetra dramático nos Estados Unidos quatro anos antes. E o caminho na França não tinha sido dos mais tranquilos, com a derrota para a Noruega na fase de grupos (eles de novo...) e uma semifinal contra a Holanda decidida nos pênaltis. 

O resultado final todos já sabem: uma derrota polêmica para os donos da casa por 3x0, um episódio que abalou o país, gerou teorias da conspiração que perduram até hoje, e levou inclusive à criação de uma CPI na época!

Mas o que poucos se lembram é que o dia 12 de julho de 1998 também foi polêmico para a F1. No GP da Grã-Bretanha em Silverstone, Michael Schumacher vence ao largar da segunda posição, à frente do pole Mika Hakkinen. O problema está na forma como essa vitória foi conquistada.

Schumacher havia sido punido com 10 segundos por ultrapassar Alexander Wurz sob safety car na volta 43. A Ferrari alega que a nota escrita entregue a eles era dúbia, se a punição era de 10s ou se era um stop-and-go de 10s. Por isso, optaram por fazer com que Michael pagasse a punição na última volta, cruzando a linha de chegada e vencendo dentro dos boxes.

Michael Schumacher, Ferrari F300 makes his stop and go penalty

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Foto de: Motorsport Images

Doze anos depois, a Copa do Mundo e a F1 voltavam a se encontrar pela sétima vez. O dia começou com Mark Webber triunfando com a Red Bull em Silverstone, enquanto na África do Sul, Espanha e Holanda travavam uma final valendo um título inédito para ambas as seleções, com a La Roja de Iniesta, Puyol e Casillas levando a melhor.

Agora, em 19 de julho de 2026, os dois campeonatos voltam a se encontrar, 16 anos depois. O dia começa às 10h, horário de Brasília, com o GP da Bélgica, que terá o italiano Andrea Kimi Antonelli na pole position, seguido do holandês Max Verstappen, do britânico George Russell, do monegasco Charles Leclerc e do também britânico Lewis Hamilton.

Pouco depois, às 16h, é a vez de Espanha e Argentina lutarem pela glória na final da Copa do Mundo, com a seleção europeia em busca do bicampeonato e a Argentina correndo atrás do tetra e do segundo título consecutivo.

Quem levará a melhor em ambos os eventos? Só o tempo dirá!

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