Veja curiosidades sobre o efeito solo, que voltará à F1 em 2021

Confira quem foram os criadores da novidade, quais pilotos foram campeões, quem foi o brasileiro vitorioso no período e o motivo do abandono da tecnologia

Veja curiosidades sobre o efeito solo, que voltará à F1 em 2021
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Embora as últimas duas corridas da Fórmula 1 tenham sido eletrizantes, existe um consenso de que a categoria precisa se reinventar. A solução antecipada pelo Motorsport.com é o retorno do efeito solo, que será introduzido nos carros a partir de 2021.

Ele foi implementado com êxito na F1 no fim dos anos 70, após ser experimentado sem sucesso em outras ocasiões. Após as vitórias arrasadoras da Lotus em 1978, outras equipes copiaram os britânicos e a solução virou padrão no grid (veja abaixo curiosidades sobre a história da criação).

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O funcionamento do sistema basicamente faz com que o carro fique mais preso ao chão, permitindo que os pilotos acelerem mais e facilitando as ultrapassagens por deixar o ar menos turbulento na traseira.

Apesar da fama do efeito solo ser associada à Fórmula 1, a ideia não foi inventada por ninguém na categoria. Além disso, o efeito foi implementado de maneiras distintas por equipes rivais. A novidade perdurou na F1 por cinco temporadas, fazendo cinco pilotos serem campeões por quatro equipes diferentes, com um brasileiro entre os destaques da época.

Confira as curiosidades sobre o efeito solo na F1:

1970 - Chaparral 2J-Chevrolet
1970 - Chaparral 2J-Chevrolet
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A tecnologia foi primordialmente explorada pela equipe Chaparral, que utilizou o modelo 2J no campeonato norte americano de protótipos, o Can-Am. No entanto, mesmo sem ter conquistado nenhuma vitória, a novidade foi banida da categoria.

Foto de: LAT Images

1978 - Lotus
1978 - Lotus
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A equipe chegou a experimentar o efeito solo em 1977, mas foi no ano seguinte que implementou a tecnologia em definitivo. O time venceu oito corridas naquele ano e conquistou o mundial de construtores e o mundial de pilotos com Mario Andretti.

Foto de: Rainer W. Schlegelmilch

1978 - Lotus
1978 - Lotus
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Andretti venceu seis provas e somou 64 pontos, 13 a mais que seu companheiro de equipe, Ronnie Peterson. A Lotus só não venceu todas as etapas do mundial porque seu carro tinha problema de confiabilidade, algo comum na antiga F1.

Foto de: LAT Images

Colin Chapman: o criador, mas nem tanto
Colin Chapman: o criador, mas nem tanto
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Colin Chapman, o projetista chefe e proprietário da Lotus, colhe até hoje os louros pelo sucesso do efeito solo na F1. No entanto, apesar de ser o idealizador do carro vencedor, os responsáveis por trazer o efeito solo para a equipe foram Tony Rudd e Peter Wright, que já tinham tentado algo similar na BRM no final dos anos 60.

Foto de: Sutton Motorsport Images

1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo
1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo
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Além da Lotus, outras equipes de várias categorias já estavam perseguindo ideias semelhantes desde o começo da década de 70. A Brabham foi quem mais se aproximou de bater a Lotus em 1978.

Foto de: LAT Images

1978 - Brabham BT46B
1978 - Brabham BT46B
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Niki Lauda venceu a etapa da Suécia da F1 com um carro que usava um ventilador para "chupar" o ar debaixo do carro e forçar o efeito solo. No entanto, a tecnologia do time foi banida antes do fim da temporada.

Foto de: Sutton Motorsport Images

1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4
1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4
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Apesar de não usar o efeito solo em 1978, a equipe italiana foi vice-campeã em 1978, graças à confiabilidade do carro que venceu todas as vezes que a Lotus teve problemas. Em 1979, a Ferrari reuniu o que tinha de melhor do carro do ano anterior com uma versão própria do efeito solo, e com isso dominou o campeonato. Jody Scheckter venceu e Gilles Villeneuve foi vice.

Foto de: LAT Images

1980 - Williams FW07B Ford Cosworth
1980 - Williams FW07B Ford Cosworth
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A Williams resolveu dois problemas do efeito solo e faturou a temporada de 1980 com Alan Jones. A equipe conseguiu reduzir os custos da solução e fazer com que as peças se ajustassem às curvas, evitando a perda do efeito fora das retas.

Foto de: LAT Images

1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth
1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth
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Nelson Piquet venceu suas primeiras corridas a bordo de uma Brabham naquele mesmo ano e fez frente à Alan Jones no campeonato mundial.

Foto de: LAT Images

1980 - Brabham BT49
1980 - Brabham BT49
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O brasileiro triunfou três vezes na temporada e chegou a liderar o campeonato.

Foto de: Sutton Motorsport Images

1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)
1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)
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No entanto, a falta de confiabilidade do carro acabou impedindo Piquet de pontuar nas duas últimas etapas, enquanto Jones vencia as provas e superava o brasileiro, sagrando-se campeão mundial.

Foto de: Jean-Philippe Legrand

1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C
1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C
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O ano foi um dos mais disputados da história da categoria, com sete pilotos de seis equipes diferentes vencendo corridas.

Foto de: LAT Images

1981 - Nelson Piquet, Brabham
1981 - Nelson Piquet, Brabham
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Nelson Piquet brilhou no carro da Brabham, que era capaz de se ajustar às curvas para manter o efeito solo e vencer a concorrência. O brasileiro conquistava ali o primeiro título mundial de sua galeria.

Foto de: Sutton Motorsport Images

1982 - Keke Rosberg, Williams FW08
1982 - Keke Rosberg, Williams FW08
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No último ano do efeito solo na categoria, Rosberg se valeu da regularidade para ser campeão mundial.

Foto de: Sutton Motorsport Images

1982 - Keke Rosberg, Williams
1982 - Keke Rosberg, Williams
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Naquele ano, 11 pilotos diferentes venceram corridas, mas o finlandês, que venceu apenas uma, chegou mais vezes nos pontos do que todos os rivais e levou o caneco.

Foto de: Williams F1

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
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Os acidentes se tornaram frequentes com o avanço do efeito solo, pois bastava o carro tocar no chão para o efeito ser totalmente cancelado, fazendo com que os pilotos perdessem o controle do carro. Dois dos acidentes foram fatais. Na imagem acima, o acidente que tirou a vida de Gilles Villeneuve.

Foto de: LAT Images

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
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O último acidente fatal daquele ano foi o de Riccardo Paletti, no Canadá. Logo em seguida, a FIA decidiu eliminar totalmente o efeito solo. Depois do acidente de Paletti, as próximas mortes durante em um fim de semana de GP foram as de Ratzenberger e Senna em Imola, 12 anos depois.

Foto de: LAT Images

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