Verstappen concorda com análise de Bortoleto sobre F1 em 2026 e volta a criticar regulamento
Brasileiro rejeita uso da expressão 'estilo de pilotagem' e destaca importância da adaptabilidade para pilotos
Max Verstappen, Red Bull Racing, Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team, Sergio Perez, Cadillac Racing
Foto de: Lars Baron / Getty Images
Um dos principais críticos do regulamento de 2026 da Fórmula 1, Max Verstappen voltou a comentar sobre os efeitos negativos do novo conjunto de regras e, dessa vez, o fez concordando com uma análise de Gabriel Bortoleto.
O brasileiro disse em entrevista recente que pilotos de F1 "têm que ser capazes de se adaptar e lidar com todo tipo de carro", minimizando a influência dos 'estilos de pilotagem' individuais.
A fala de Bortoleto foi então dita a Verstappen em uma coletiva de imprensa, ao que o tetracampeão rapidamente respondeu: "Ele está certo. Seu estilo de pilotagem precisa sempre se adaptar ao que for mais rápido. Eu poderia dizer: 'Este é o meu estilo de pilotagem e é assim que eu piloto o carro', mas posso te garantir que em Spa você perderia meio segundo".
“Isso mostra como as coisas estão estranhas no momento. Bem-vindo à F1 em 2026, às vezes é como uma selva. Então ele está certo. Sua capacidade de adaptação é incrivelmente importante. Mas isso vale para qualquer categoria de automobilismo em que você tenha corrido até chegar à Fórmula 1", completou. “Acho que você sempre precisa se adaptar ao que funciona melhor para o carro que está pilotando naquele momento".
Bortoleto e a importância da adaptação
De acordo com o piloto da Audi, pilotos de F1 não devem utilizar a frase 'estilo de pilotagem', pois devem "ser capazes de se adaptar, mesmo que não pareça natural. Temos que ser capazes de lidar com todo tipo de carro e pilotá-lo da forma que ele exige"
"É por isso que fazemos o que fazemos e é por isso que somos os 22 pilotos no mundo que correm na F1. No fim das contas, tudo se resume a qual carro você tem e como precisa pilotá-lo", continuou.
Em seu segundo ano na categoria, Bortoleto ainda disse que "em comparação com o ano passado, não mudei muito minha forma de guiar, mas é claro que você ajusta algumas coisas aqui e ali".
Um dos principais pontos de ajuste mencionados pelo brasileiro está em ter que lidar com a gestão de energia, especialmente durante as curvas: "Você sabe que pode atacar um pouco mais na entrada e se preocupar menos com a saída, já que nenhuma energia está sendo aplicada ali de qualquer forma. Ou o inverso: às vezes você precisa ser mais cauteloso na entrada, porque uma longa reta vem a seguir e muita energia será usada".
“Essas são as coisas que você precisa ajustar. No ano passado, tudo isso era muito mais consistente, então você precisava levar isso muito menos em consideração”, concluiu.
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