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Verstappen determina momento que 'mudou sua carreira' na F1

Corrida representou um ponto de virada para a carreira não somente de Verstappen como também de seu companheiro de Red Bull, Daniel Ricciardo

Max Verstappen, Red Bull Racing

Aos 27 anos de idade, Max Verstappen já soma 233 GPs disputados na Fórmula 1, com 71 vitórias, 127 pódios, 48 pole positions e quatro títulos mundiais. Mas, se hoje o holandês é considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos, a situação nem sempre foi assim, com o jovem talento da Red Bull sendo alvo de muitas críticas em suas primeiras temporadas na categoria.

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Verstappen estreou na F1 em 2015 com 17 anos de idade, e foi conquistar seu primeiro título apenas em 2021, no final de sua sétima temporada no Mundial. Para chegar até ali, o holandês teve um início de carreira atribulada, com diversos incidentes que levaram muitos nomes no paddock a questionarem suas habilidades e até mesmo se a Red Bull não teria errado feio com uma aposta tão arriscada.

Fazendo um balanço de sua carreira na F1 até aqui para o podcast Talking Bulls, Verstappen afirma ser capaz de apontar o momento no qual tudo mudou em sua carreira, quando ele soube que era capaz de ser um piloto mais maduro, dissipando as críticas constantes.

"Foi em 2018, o início. As sete primeiras corridas, eu estava cometendo erros sozinhos, e aí você entra em uma espiral negativa. Você tenta se esforçar ainda mais, mas as coisas simplesmente não funcionam. Eu estava muito irritado comigo mesmo, mas tive uma volta por cima em Montreal. Devo dizer que, a partir daquele dia, foi quando tudo mudou".

Em 2018, Verstappen estava em sua quarta temporada na F1, a terceira na Red Bull. Nas duas anteriores, ele havia perdido a disputa interna para o companheiro Daniel Ricciardo. Por mais que o holandês fosse visto como um talento do futuro, o australiano era apontado por muitos como um campeão em formação. E o início de temporada de Verstappen foi longe do ideal.

Naquele ano, o GP de Canadá citado por Verstappen, foi a sétima corrida da temporada. Até então, Ricciardo somava dois abandonos, mas duas vitórias, e era o terceiro colocado no campeonato, com 68 pontos. O australiano chegou em Montreal de um triunfo histórico em Mônaco, aproveitando o traçado apertado das ruas do principado para superar um problema de motor e superar Sebastian Vettel.

Já Verstappen somava os mesmos dois abandonos do companheiro de equipe, resultado do momento turbulento que a Red Bull vivia em sua relação com a Honda. Mas o holandês tinha apenas um pódio no ano e 35 pontos. Ele havia chegado em Mônaco como o favorito à vitória, mas uma batida na classificação o fez largar em último, obrigando-o a fazer uma corrida de recuperação.

O cenário em Mônaco resumia o que o paddock dizia de Verstappen na época: um piloto de muito talento, mas afobado e muito propenso a acidentes, o que comprometia seus resultados. No Canadá, em uma prova de pouca movimentação na parte superior do grid, o holandês largou e terminou em terceiro, brigando até o fim pela segunda posição contra Valtteri Bottas, enquanto Ricciardo foi o quarto, a 12s do companheiro de equipe.

A partir dali, o cenário se inverteu na Red Bull, com Verstappen vencendo duas corridas e indo ao pódio em outras sete ocasiões no restante do ano, contra nenhum pódio, que sofreu com a falta de confiabilidade do motor Renault / TAG Heuer. No fim da temporada, o australiano anunciou sua saída da Red Bull, enquanto o holandês se tornou o primeiro piloto de forma inquestionável na equipe austríaca, posto que se mantém até hoje.

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