Vettel faz alerta para F1 sobre polêmicas envolvendo o regulamento de 2026
Tetracampeão acredita que a categoria deve tomar cuidado para não deixar de ter a própria essência esportiva
Para Sebastian Vettel, é importante que a Fórmula 1 não perca “seu DNA e sua essência”, no contexto das críticas relacionadas ao regulamento técnico de 2026.
O início da temporada não aconteceu em um contexto tranquilo. Mesmo que algumas vozes do paddock já tivessem se levantado meses e até anos antes para apontar certos riscos, a descoberta, na pista, da dimensão das mudanças provocou reações intensas.
Reações que muitas vezes se transformaram em crítica pura e simples a uma fórmula que, sem dúvida, abalou muitos costumes, modificando de forma por vezes drástica certos aspectos do final de semana, como o das classificações.
A maior hibridização dos motores (com a divisão de quase 50/50 entre motor à combustão e o elétrico), aliada ao desaparecimento do MGU-H e baterias cuja capacidade aumentou muito pouco, colocou ainda mais ênfase na gestão da energia elétrica.
Os pilotos e as equipes estão, portanto, mais dependentes da captação e do uso da energia, o que a torna um dos principais instrumentos de desempenho, em detrimento da velocidade “pura”. Isso é particularmente verdadeiro nas classificações, mas as críticas não pouparam a corrida, seja em relação às ultrapassagens ou à segurança.
Sebastian Vettel ao volante do McLaren MP4/8 de Ayrton Senna durante o GP da Emília-Romanha de 2024.
Foto de: Zak Mauger / Motorsport Images
Questionado sobre essas críticas pela emissora sueca SVT, o ex-piloto Sebastian Vettel, tetracampeão e ex-diretor da Associação de Pilotos de GPs (GPDA), explicou que concorda com elas, ao mesmo tempo em que deixou uma mensagem em forma de alerta à F1 como um todo.
“Do ponto de vista esportivo, compreendo essas críticas e concordo com elas, pois esses carros são sem dúvida divertidos de pilotar, mas provavelmente não é muito agradável competir com eles devido ao regulamento e às dificuldades que dele decorrem".
“Então, eu entendo os pilotos e faço questão de que não percamos o DNA e a essência desse esporte, que consiste em determinar qual é o piloto mais rápido ao volante do carro mais rápido".
A FIA e a FOM já reagiram, aprovando, após discussões realizadas ao longo do mês de abril com as diversas partes interessadas e, em particular, com as equipes, uma série de alterações no regulamento técnico.
Redução da necessidade de recuperação de energia, superclipping mais potente, limitação da potência do boost e da ativação do MGU-K são, entre outras, as primeiras medidas para melhorar, nas classificações e/ou na corrida, a situação, tanto em termos de espetáculo quanto de segurança.
Questionado sobre essas mudanças, Vettel acrescentou: “Eu vi um breve resumo [das novidades]. Espero que, do ponto de vista esportivo, e é isso que eles estão tentando corrigir, isso deixe os pilotos mais felizes, pois, no fim das contas, os pilotos são o rosto da modalidade. Se eles saem dos carros cheios de adrenalina e muito entusiasmados, é isso que empolga os espectadores diante das telas e nas arquibancadas também".
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