VÍDEO F1 - Briatore levanta suspeita sobre juiz que 'tirou' pódio de Gasly em Mônaco: "Ligado à McLaren"; Stella reage
Assista à troca de farpas entre os cartolas italianos e veja os argumentos
Após a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reintroduzir a punição a Pierre Gasly por extrapolação do limite de velocidade no pitlane do GP de Mônaco, tirando o francês do pódio de Monte Carlo -- em benefício do franco-argelino Isack Hadjar, que subiu para terceiro com a Red Bull, e Oscar Piastri, australiano que foi para quarto com a McLaren -- o chefe da Alpine na Fórmula 1, Flavio Briatore, soltou o verbo contra a FIA.
Na coletiva de imprensa dos dirigentes, na qual o italiano esteve presente nesta sexta-feira, o comandante da equipe francesa insinuou que um dos juízes do Tribunal Internacional de Apelação do órgão, de beneficiar a McLaren na análise do caso.
Coincidentemente, o chefe do time papaia, o também italiano Andrea Stella, foi outro presente na coletiva, e reagiu às insinuações do compatriota, conforme o Motorsport.com explica abaixo:
Briatore afirmou que um dos quatro juízes, Filippo Marchino, tinha vínculos com a McLaren e chegou a afirmar que, durante a audiência realizada no último dia 25 de agosto, se comportou mais como um "promotor" contra a Alpine do que como um juiz.
"O que é muito estranho é que havia quatro juízes no painel e um deles agiu como um promotor. Mas esse não é o grande problema. O problema é que está muito ligado à McLaren", disse Flavio.
Briatore apontou diretamente Marchino, um dos quatro integrantes do tribunal, e garantiu que a Alpine descobriu depois da audiência determinadas relações entre o juiz, a fundação One Drop e a McLaren.
"Temos uma bela foto deste homem fazendo um discurso para a McLaren em 2018. Ele está numa fundação chamada One Drop Foundation, para a qual a McLaren deu dois ou três carros. Isto é bastante injusto. Um dos juízes estava ligado a uma das equipes que protestava contra nós", acusou o polêmico cartola da F1.
A acusação não foi bem recebida por Stella, que inicialmente estava relutante em entrar no assunto, mas acabou respondendo com firmeza e classificou as palavras de Flavio como "insultantes" para sua escuderia.
"Se quisermos falar da decisão do Tribunal Internacional de Apelação, fico feliz em comentar. Se quisermos falar deste tipo de acusações [de Briatore], acho que não é conveniente", respondeu Andrea.
Sobre a decisão, o principal responsável do time de Woking defendeu que o recurso buscava muito mais do que recuperar os dois pontos que sua equipe ganha com a nova classificação de Mônaco.
"É uma decisão que recebemos com satisfação. É muito importante porque acrescenta clareza sobre a aplicação do Artigo 1.1.1 do Código Desportivo Internacional, que é fundamental para o que deriva dele", disse o braço-direito de Zak Brown na McLaren.
"Apelamos porque queríamos garantir que essa clareza fosse obtida. Tínhamos preocupações que iam além do fato de termos podido perder dois pontos no campeonato. Provavelmente esses dois pontos não farão nenhuma diferença. Preocupava-nos a aplicação da igualdade e da justiça esportiva. Isso é importante e não é apenas para a McLaren", acrescentou Stella.
Mas Briatore não estava disposto a abandonar o assunto: "Está bem falar do ponto 1.1, 3.2, 4.5... Para mim isso tanto faz. O que é injusto é que um dos juízes estivesse ligado à McLaren", insistiu.
"Um juiz normalmente tem de ser completamente independente. Este juiz, Marchino, foi muito desagradável durante a audiência. Agia como um promotor. Depois nos perguntamos por que esse sujeito estava sendo tão duro e descobrimos que está muito ligado à McLaren. É isso que me surpreende", acrescentou Flavio.
Quando lhe foi lembrado que Marchino não era o presidente do tribunal —cargo que cabia a Michael Grech— e que a Alpine não havia apresentado nenhuma objeção sobre sua presença antes ou durante a audiência, Briatore garantiu que desconhecia essas supostas conexões: "Não fazíamos ideia de que esse sujeito estava ligado à McLaren".
Questionado sobre a gravidade de suas palavras e sobre a possibilidade de a Alpine tomar novas medidas sobre o caso, Briatore respondeu: "Estamos pensando nisso. Vamos deixar passar este fim de semana e depois pensaremos a respeito. No momento, não sei".
Foi então que Stella entrou definitivamente no confronto. "Considero que o fato de esta coletiva de imprensa estar indo nessa direção é bastante insultante para a McLaren e para a reputação de uma equipe que merece muito respeito", respondeu o italiano.
"Se alguém faz este tipo de acusações, que parecem bastante sérias, terá de assumir a responsabilidade pelo que está dizendo num fórum público. A audiência e todo o processo do Tribunal Internacional de Apelação foram conduzidos com os mais altos padrões e não deveríamos questioná-lo da maneira como está sendo feito", completou.
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