VÍDEO F1: Os detalhes da reunião que mudou o regulamento de 2026
Nicholas Tombazis revelou que a votação foi "quase unânime"
Foto de: Mark Thompson / Getty Images
Na última segunda-feira (20), as equipes de Fórmula 1, as fabricantes de motor e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se reuniram para votar e decidir quais mudanças seriam aplicadas ao atual regulamento.
A decisão já começa a ser válida para o GP de Miami e foram destacadas quatro áreas de maior importância: classificação, largada, corrida e etapa sob chuva.
A FIA focou na segurança dos pilotos e nas reclamações que aconteceram após as três primeiras corridas. A votação aconteceu com todas as partes interessadas e, segundo Nicholas Tombazis, mesmo que os competidores não tivessem direito a voto, foram ouvidos.
O diretor de monopostos da FIA destacou três pontos principais para explicar no recente vídeo publicado pela regulamentadora da categoria. Tombazis revelou que a votação foi quase unânime entre equipes, montadoras e FIA, que discutiram e analisaram todas as questões antes de chegarem a um veredito.
Sobre a classificação, Tombazis disse que a troca aconteceu pensando em diminuir a necessidade do gerenciamento da bateria por parte dos pilotos, que reclamaram muito porque não podiam levar os carros ao limite em suas voltas rápidas.
A partir do GP de Miami, o limite de recarga passou de 8 MJ para 7 MJ. O diretor de monopostos ainda sublinhou que a FIA poderá diminuir esse número em determinadas corridas caso veja necessidade.
Em questão de corrida, o boost também sofreu alterações. Agora, o piloto que estiver com a bateria em zero receberá apenas uma energia extra de no máximo 150 kW, evitando as ultrapassagens não intencionais e aumentando a segurança.
Foto de: Pirelli
Miami e Canadá serão palco de testes em questões de largada. Agora, os carros terão um novo sistema que identificará qualquer problema no início da corrida que faça com que o piloto não saia do lugar no apagar das luzes.
A ideia é que o MGU-K assumirá automaticamente a aceleração, permitindo que o monoposto se mova por alguns metros, para evitar uma colisão traseira. É importante ressaltar que não é uma largada automática e esse sistema só será ativado caso haja alguma falha elétrica.
Tombazis também destacou que a FIA está feliz com a mudança de regulamento, uma vez que as últimas corridas apresentaram mais ultrapassagens do que os últimos anos, mas disse que é importante sempre ouvir o feedback dos pilotos, das equipes e, principalmente, dos fãs.
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