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Audiência de instrução de Pedro Turra, ex-piloto preso por homicídio doloso, termina sem decisão no DF

Testemunhas e o réu foram ouvidos em sessão que durou cerca de 10 horas

Pedro Turra

Pedro Turra

A audiência de instrução de Pedro Turra, ex-piloto da Fórmula Delta preso por homicídio doloso desde  fevereiro, aconteceu na última segunda-feira (25), mas terminou sem uma decisão. A sessão, a qual apurou os fatos da morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, durou cerca de 10 horas. 

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Entre as 9h e as 19h30min, nove testemunhas, de acusação e defesa, além do réu, prestaram depoimento em plenário, no Fórum de Águas Claras (DF). Turra, o último a se pronunciar, também foi ouvido e interrogado. 

Passada a sessão, ainda não foi decidido se o caso irá para júri popular ou não, objetivo desta fase do processo. A defesa de Turra pediu um prazo maior para resposta, além da anexação de registros ao processo, incluindo "documentos técnicos da área da saúde", de acordo com o portal Correio Braziliense

Falando com a imprensa após a audiência, a defesa de Turra afirmou que "toda violência é condenável", reiterando não ter intenção de "passar a mão na cabeça de qualquer conduta violenta". Segundo o advogado, a defesa postula que "ao fim dessa instrução, a conduta do Pedro Turra, que foi uma conduta violenta sim, se amolde ao tipo penal previsto na lei e que ele não venha arcar com alguma coisa superior a sua culpabilidade". 

O advogado da família de Rodrigo Castanheira reconheceu a importância do dia, ressaltando que os familiares "tiveram a oportunidade de olhar Pedro Turra cara a cara", segundo o defensor, alguém [Turra] "que não tem empatia por ninguém, olha no olho e finge que tudo é brincadeira". 

O caso

Tudo começou no fim de uma festa em Vicente Pires (DF). Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, segundo relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. O motorista, um amigo de Pedro, chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões. Essa sequência de fatos foi confirmada pela promotoria. 

Pedro foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto sob fiança de R$ 24,3 mil. Em 26 de janeiro, a Fórmula Delta desligou Turra oficialmente de seu quadro de pilotos. No dia 30 de janeiro, ele foi preso oficialmente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Papuda no dia 2 de fevereiro, onde segue preso desde então, com uma série de pedidos de habeas corpus negados durante os últimos meses.  

Rodrigo teve morte encefálica em 07 de fevereiro, 16 dias após a agressão. Inicialmente investigado por lesão corporal gravíssima, Turra passou a responder por homicídio doloso após o falecimento do adolescente. A Justiça aceitou a denúncia do MP, tornando o ex-piloto réu, em 13 de fevereiro. Além da condenação criminal, o Ministério ainda solicitou que Turra pague ao menos R$400 mil por danos morais à família de Rodrigo. 

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