Campeonato Sudamericano de E-Sports FIA Girls on Track da CBA abre inscrições
Competição está em sua segunda edição essa temporada e contará com competidoras dos países da América do Sul, selecionando 20 finalistas para a competição virtual
A segunda edição do Campeonato E-Sports FIA Girls on Track já tem data para começar. A primeira competição virtual de automobilismo feminino do Brasil. Realizado pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) em parceria com a Comissão Feminina de Automobilismo (CFA), inicia no dia 28 de julho, e será composta de cinco etapas. O campeonato, gratuito e aberto a mulheres de todas as idades, abriu as inscrições nesta terça-feira, 30 de junho, e selecionará 20 finalistas.
O torneio utiliza o simulador iRacing com os carros de Fórmula 4 e costuma contar com a fase seletiva, em que são abertas as inscrições onlines e há cinco etapas com corridas em pistas digitais de referência em Okayawa, Navarra, Snetterton e Oscherleben e Oulton Park. As finais são transmitidas ao vivo em canais parceiros, reunindo as principais competidoras do país na categoria.
O top 3 do campeonato receberá uma premiação de R$ 13.000,00 ao todo, sendo a campeã premiada com R$ 7 mil, a vice-campeã com R$ 4 mil, e a terceira colocada com R$ 2 mil.
“Essa segunda edição será ainda mais especial, pois iremos abrir para competidoras da América Latina, tornando a competição uma possibilidade para mulheres de diversas nacionalidades. Na estreia da competição, em 2025, fomos surpreendidas com a grande procura de competidoras. Tudo isso vem de encontro ao objetivo da CFA e do FIA Girls on Track Brasil de proporcionar oportunidades a mulheres no automobilismo em todas as áreas”, relembra Bia Figueiredo, presidente da CFA, instituição criada em 2023 por Giovanni Guerra, presidente da CBA.
A vencedora da primeira edição do campeonato feminino, Antonella Bassani, ressalta o quanto foi importante a experiência de correr em um campeonato virtual composto apenas por mulheres.
“Eu nunca tinha feito isso antes, tanto correr exclusivamente com mulheres quanto participar do automobilismo virtual. Foi incrível ver tantas mulheres se esforçando para entrar nesse meio. Além de ser uma iniciativa sem custos, ela gera visibilidade, experiência e ritmo de corrida para quem está começando”, destaca a jovem piloto, que é um dos destaques da Porsche Cup Brasil.
“Foi uma forma de me aproximar mais do mundo virtual e gostei muito. Fiquei impressionada com a organização do campeonato, desde as regras e horários até o nível das competidoras. Lembro que algumas meninas já haviam realizado testes em carros reais e algumas até competem atualmente. No início eu estava um pouco apreensiva e insegura; fui muito mal, não tinha experiência com carros de Fórmula no simulador e também não havia conseguido treinar muito. Com o passar das etapas, consegui me dedicar mais aos treinos e comecei a conquistar vitórias. Passei a entender melhor como funciona um carro de Fórmula e aprendi muito sobre estratégia de corrida”, conta.
“Hoje, querendo ou não, o simulador é a ferramenta de treino mais eficaz para quem compete tanto de carro quanto de Fórmula. Ele permite desenvolver técnica, consistência, adaptação e tomada de decisão de uma forma muito próxima da realidade das pistas”, destaca Antonella.
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