Justiça do DF marca audiência de Pedro Turra, ex-piloto preso por homicídio doloso
Empresário de 19 anos está preso desde o início de fevereiro; se condenado, pena pode chegar a 30 anos de prisão
Pedro Turra
Nesta segunda-feira (27), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) marcou a audiência de instrução e julgamento de Pedro Turra. O empresário e ex-piloto de 19 anos está preso preventivamente desde dois de fevereiro, réu por homicídio doloso qualificado pela morte de Rodrigo, adolescente de 16 anos que faleceu no dia sete de fevereiro.
A audiência foi marcada para o dia 25 de maio, segunda-feira, às 9h da manhã. A sessão será realizada na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras (DF). Nesta fase do processo, o juiz irá ouvir testemunhas (da defesa e da acusação) e peritos em audiência, e o réu será interrogado.
Ao fim do debate e da análise das provas geradas, o magistrado decidirá se há materialidade e autoria para o caso ir a júri popular. Em caso positivo, caberá aos jurados deliberar sobre a culpa ou inocência de Turra. Se condenado, o juiz então designará a pena cabível, que, nesse caso, pode chegar a 30 anos de prisão.
Ao portal g1, "a defesa de Pedro Turra disse que está levantando elementos que serão apresentados em audiência".
O caso
Tudo começou no fim de uma festa em Vicente Pires (DF). Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, segundo relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. O motorista, um amigo de Pedro, chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões. Essa sequência de fatos foi confirmada pela promotoria.
Pedro foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto sob fiança de R$ 24,3 mil. Em 26 de janeiro, a Fórmula Delta desligou Turra oficialmente de seu quadro de pilotos. No dia 30 de janeiro, ele foi preso oficialmente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Papuda no dia 2 de fevereiro, onde segue preso desde então, com uma série de pedidos de habeas corpus negados durante os últimos meses.
Rodrigo teve morte encefálica em 07 de fevereiro, 16 dias após a agressão. Inicialmente investigado por lesão corporal gravíssima, Turra passou a responder por homicídio doloso após o falecimento do adolescente. A Justiça aceitou a denúncia do MP, tornando o ex-piloto réu, em 13 de fevereiro. Além da condenação criminal, o Ministério ainda solicitou que Turra pague ao menos R$400 mil por danos morais à família de Rodrigo.
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