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Ministério Público denuncia Pedro Turra por homicídio doloso

Ex-piloto da Fórmula Delta pode encarar até 30 anos de prisão

Pedro Turra

Pedro Turra

O caso envolvendo o empresário e ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, ganhou mais um capítulo. Nesta quarta-feira (11), o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) denunciou Turra por homicídio doloso por motivo fútil pelo falecimento de Rodrigo, adolescente de 16 anos que morreu no último sábado (07). 

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De acordo com a denúncia, acessada pelo portal G1, Turra agiu de maneira "livre e consciente", sabendo que existia o risco de morte durante o episódio da agressão na madrugada de 23 de janeiro. Segundo o Ministério Público, a confusão que antecedeu o crime foi "consistente em uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado". A pena para homicídio doloso pode chegar a 30 anos de prisão. 

O MP também solicitou que Turra seja condenado à “reparação de danos morais causados à família da vítima”, sendo obrigado a pagar no mínimo R$400 mil. Em entrevista ao jornal O Globo, o advogado da família de Rodrigo, Albert Halex, criticou a quantia estipulada. 

"Isso representa nem um quarto do valor do veículo que ele [Pedro Turra] possui. Não é perseguição patrimonial, mas [a reparação] tem um caráter educativo. Se ele pegar 30 anos, com as progressões de regime, já vai estar na rua com menos. Em contrapartida, a família vai viver com luto eterno. O abalo não tem preço, mas o valor da vida do Rodrigo foi definido em míseros 400 mil, anteriormente foram 24 mil. Realmente não há preço para definir quanto seria justo, mas sabemos quanto é injusto. Vamos verificar isso. É por isso que Pedros Turras agem como agem, porque têm dinheiro infinito e 400 mil, para eles, é mais uma conta de boteco", falou ao jornal. 

Diante desse cenário, Turra deve continuar preso preventivamente e a Justiça irá analisar se recebe a denúncia, o que fará com que ele se torne réu, e se ele irá ao Tribunal do Júri. 

O caso

Tudo começou no fim de uma festa em Vicente Pires (DF). Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, segundo relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. O motorista, um amigo de Pedro, chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões. Essa sequência de fatos foi confirmada pela promotoria. 

Pedro foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto sob fiança de R$ 24,3 mil. Em 26 de janeiro, a Fórmula Delta desligou Turra oficialmente de seu quadro de pilotos. No dia 30 de janeiro, ele foi preso oficialmente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Papuda no dia 2 de fevereiro.

Além do episódio envolvendo Rodrigo, Pedro Turra está sendo investigado por outras três ocorrências: uma briga em uma praça de Águas Claras, que aconteceu em junho de 2025, a denúncia de uma jovem que diz ter sido forçada pelo empresário a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade, também em junho, e um caso de agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, ocorrido em julho do ano passado.

Turra segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-piloto da Fórmula Delta apresentou um pedido de habeas corpus na quarta-feira (4), mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou.

Rodrigo teve morte encefálica em 07 de fevereiro, 16 dias após a agressão. A defesa do adolescente alega que os socos dados por Turra foram a causa da morte. "Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal", publicou Halex. 

Em nota, a defesa do agressor afirmou que "a família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamenta o falecimento de Rodrigo". 

Segundo o portal G1, "a Polícia Civil disse que foi solicitado à defesa de Rodrigo que seja feito um pedido formal para que o médico do Instituto Médico Legal (IML) analise se as lesões são compatíveis ou não ao apresentado pelo laudo médico".

Na quinta-feira (12), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF negou, por unanimidade, o habeas corpus solicitado pela defesa de Pedro Turra. 

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