Em última volta histórica, Rosenqvist supera Malukas por 0s023 e vence a Indy 500
Brasileiros Hélio Castroneves e Caio Collet acabaram abandonando
Foto de: Icon Sportswire via Getty Images
Foi no pelinho! Félix Rosenqvist venceu edição 2026 da Indy 500 com uma diferença de apenas 0.023s para David Malukas em um final histórico e completamente emocionante. Por outro lado, edição ruim para os brasileiros que não conseguiram completar a prova.
Hélio Castroneves precisou abandonar por conta de problemas mecânicos, enquanto Caio Collet se acidentou gravemente, com seu Chevrolet #4 da A.J. Foyt pegando fogo após a batida.
Vale destacar que o novato da Indy NXT chegou a liderar a prova em um determinado momento, caindo para 11º quando se acidentou na pista.
Como foi a prova
Ainda na primeira curva, Alexander Rossi passou Palou e assumiu a liderança, mas o piloto da Ganassi retomou a ponta. Saindo da quinta posição, Santino Ferrucci pulou para P3 e, na frente, Rossi conseguiu superar Palou novamente. Helio Castroneves ganhou uma posição na primeira volta e era 13º.
Palou e Rossi trocavam a liderança a cada volta e, passadas 3 voltas, Collet havia ganhado três posições, ocupando o 29º lugar. Na volta 5, Palou liderava, mas Rossi o superou na entrada da seis. Dois giros depois, Ferrucci foi ultrapassado por Rosenqvist e Malukas, ocupando então a quinta posição.
Palou e Rossi continuaram revezando a ponta e, na volta 15, o piloto da ECR liderava, seguido por Palou, Rosenqvist, Malukas e Ferrucci. Daly, McLaughlin, O’Ward, Dixon e Simpson completavam o top 10. Castroneves era 14º e Collet 29°.
Na volta 18, Ryan Hunter-Ray, da Arrow McLaren perdeu o controle do carro e bateu no muro. Katherine Legge, que vinha logo atrás, tentou desviar, mas rodou e saiu da pista. Os dois deixaram a prova e a bandeira amarela foi acionada.
Com a interrupção do ritmo normal de prova, quase todos os pilotos decidiram ir aos boxes. Por isso, Veekay, Grosjean, Collet, Harvey e Palou eram o top cinco, pois os quatro primeiros escolheram permanecer na pista.
Apesar de entrar nos boxes ocupando a segunda colocação, Rossi teve problemas durante a troca de pneus e voltou a pista como P17, logo atrás de Castroneves.
A corrida foi reiniciada na volta 27, com Grosjean pressionando Veekay pela liderança, porém, a prova foi interrompida pela segunda bandeira amarela. Na parte de trás do grid, Ed Carpenter rodou e bateu no muro, parecendo ter sido tocado por Takuma Sato.
Após manter a liderança na primeira relargada, Veekay aproveitou o acidente de Carpenter e foi aos boxes, com Grosjean, Collet e Palou ocupando então as três primeiras posições. A segunda reinicialização aconteceu na 32ª volta e Collet assumiu a liderança, com Grosjean sendo superado por Palou e Daly. No giro seguinte, o piloto da Chip Ganassi reassumiu a ponta, mas a primeira posição passou por diferentes nomes na volta seguinte, incluindo Daly.
Na volta 35, Collet havia voltado a liderança, seguido por Daly, Palou, Grosjean e McLaughlin. Na volta 41, Collet foi ao pit pela primeira voz, retornando na 29ª posição. Com a parada do brasileiro, Palou reassumiu a ponta, seguido por Daly e Malukas.
Após 50 voltas, o top cinco era formado por Palou, Daly, Malukas, McLaughlin e Newgarden. Castroneves ocupava a 12ª posição e Collet era 29º. Dez voltas depois, Palou mantinha a liderança com tranquilidade, com 0,4s de vantagem. Neste momento, abriu-se a segunda janela de box, com vários pilotos indo ao pit, incluindo o líder Palou, Daly e Malukas.
O piloto da Ganassi voltou a pista na sétima posição e, na volta 65, já era quinto, atrás de Schumacher, Harvey, Veekay e Rasmussen. Na 66, Palou já havia retornado a liderança, seguido por Rosenqvist e Malukas.
Dixon superou Malukas e era terceiro na volta 68. No giro seguinte, chegou a ponta após ultrapassar Rosenqvist e Palou. Após 70 voltas, Castroneves, que já tinha feito duas paradas, era 14º e Collet, com apenas uma ida aos boxes, era P19.
Palou retomou a liderança na volta 75 e ficou revezando a posição com Dixon até a volta 90, com o piloto do #9 saindo a frente. Na volta 92, Will Power rodou sozinho por causa de problemas no carro, ficando parado na saída dos boxes. O incidente acionou a terceira bandeira amarela do dia, pois o carro precisava ser retirado. Enquanto isso, Rossi ia ao pit e era possível ver fumaça saindo da traseira do ECR #20. Alexander deixou a prova.
Na volta 97, pilotos aproveitaram a interrupção novamente para ir aos boxes. Dixon, Palou, Malukas, Newgarden e McLaughlin eram os cinco primeiros, todos com três paradas.
Apesar do carro de Power ter sido retirado, começou a chover no circuito por volta do giro 102 e o safety car se manteve na pista. Na volta 105, a bandeira vermelha foi acionada e a prova foi paralisada.
O top 10 da relargada seguiria a seguinte ordem: Dixon, Palou, Malukas, Newgarden, McLaughlin, O'Ward, Rosenqvist, Ericsson, Daly e Armstrong.
Após 15 minutos, a corrida foi retomada sob bandeira amarela e, na volta 109, a reinicialização foi autorizada. Palou e Malukas superaram Dixon, mas Newgarden passou o piloto da Penske. Malukas então ultrapassou Palou, voltando a ponta.
Duas voltas depois, o #10 da Chip Ganassi retornou a liderança, mas perdeu para Malukas. No meio do pelotão, Castroneves ganhou posições na reinicialização e era 13º. Collet era 19º.
Na volta 116, mais uma bandeira amarela foi acionada, dessa vez por causa da chuva. Malukas, Palou, Daly, Newgarden e Dixon formavam o top cinco.
A relargada aconteceria onze volta depois, porém, antes mesmo de cruzar a linha, Newgarden perdeu o controle do carro, rodou sozinho e bateu no muro, mantendo a bandeira amarela acionada.
Diante desse cenário, alguns pilotos foram aos boxes mais uma vez, reorganizando a ordem do grid. Castroneves estava entre os que se mantiveram na pista e era oitavo.
Na relargada, na volta 132, Daly pulou da terceira posição para a liderança, seguido por Palou e Malukas. Porém, McLaughlin também chegou na briga e ocupou a ponta. A briga pela primeira colocação se manteve intensa pelas voltas seguintes, passando por Palou, Daly e McLaughlin.
Na volta 139, Palou ocupava a terceira colocação, mas conseguiu uma ultrapassagem dupla sobre Daly e McLaughlin e reassumiu a ponta. Na quarta posição, Malukas superou Daly e chegou ao P3. Algum tempo depois, o#12 da Penske ainda superou o companheiro de equipe e o #10 da Ganassi, chegando a liderança.
Na volta 147, Malukas e McLaughlin foram ao box, assim como Castroneves. Scott saiu na frente no box, mas David conseguiu recuperar na pista. No giro seguinte, Palou também fez mais uma parada, inclusive retornando a frente dos nomes da Penske. Porém, com pneus mais novos, Alex é ultrapassado por Malukas.
Palou conseguiu superar Malukas, mas os dois revezavam a liderança virtual da corrida. A 40 voltas para o fim, Rosenqvist, Simpson, O'Ward, Hauger e Armstrong eram o top cinco. Malukas era 15º, Palou 16º e McLaughlin 17º.
Faltando oito voltas, Collet perdeu o lado direito na curva 2, bateu no muro e logo na sequência, o carro pegou fogo causando uma bandeira vermelha.
No fim, a relargada foi a responsável por protagonizar uma das chegadas mais emocionantes da categoria com Rosenqvist vencendo por apenas 0.023s à frente de Malukas.
Dudu BARRICHELLO analisa VERSTAPPEN no endurance, F1 pré-Canadá, BORTOLETO, HAMILTON e mais
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