O'Ward explica 'bandeira vermelha' que impediu a Indy de correr no México
Piloto mexicano citou a falta de "vontade" e "desejo" por parte de alguns dos envolvidos como a principal razão pela qual o evento ainda não se concretizou
Foto de: Penske Entertainment
Enquanto a Indy se prepara para a estreia do GP de Arlington, Pato O’Ward, piloto da Arrow McLaren, destacou que, no futuro, gostaria de ter uma verdadeira corrida em casa no México. No entanto, ele indicou que, para alcançar esse resultado, é necessário que todas as partes envolvidas aprendam com o que acontecerá no Texas neste fim de semana.
O México estava pronto para fazer parte do calendário da categoria em 2026, com negociações bastante avançadas e uma janela de oportunidade próxima à corrida de Arlington, mas, no fim das contas, o acordo não deu certo.
Falta de “fome”
Bandeira mexicana
Foto: Toyota Racing
Para O'Ward, trazer o campeonato para o território mexicano não é uma questão de intenção por parte da categoria, mas de um compromisso absoluto dos promotores locais, citando a falta de “fome” como um sinal de alerta.
“Definitivamente, não acho que seja uma questão de eles quererem ir. Acho que é uma questão das partes envolvidas. Todos que estão fazendo isso neste fim de semana querem que seja um sucesso. Todos que estão aqui querem que pareça bom, que seja bom. Todos têm algo a perder. Todos os envolvidos querem que seja o que merece ser.”
O piloto ainda oi além, classificando como um “sinal de alerta” o fato de nem todos os envolvidos em um possível projeto mexicano demonstrarem o mesmo entusiasmo que ele viu na organização de Arlington.
“Não temos uma corrida no México porque não acho que tenhamos chegado a esse ponto. Não acho que todos que estariam envolvidos na possibilidade da corrida no México estivessem prontos este ano. Não vi a vontade nem o desejo de que fosse assim lá. E isso já é um sinal de alerta. Simplesmente não devemos ir para o México se é assim que as coisas vão ser. Todos os envolvidos precisam estar comprometidos cem por cento, cara. Não pela metade. Tudo ou nada.”
O piloto da McLaren enfatizou que, embora esteja disposto a colaborar, a infraestrutura do evento exige um esforço conjunto: “É claro que estarei envolvido. Mas não posso fazer isso sozinho. E a IndyCar e eu não podemos fazer isso sozinhos. Precisamos de todos — a pista, o promotor — todos têm que estar em sintonia. E não apenas para que seja um negócio, mas para que eles realmente queiram que dê certo.”
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