Senna prevê sucesso de Rubinho em participação em Le Mans

Piloto da Rebellion acredita que seu novo colega de categoria terá condições de andar forte com o LMP2, mas alerta para algumas dificuldades

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Piloto regular da equipe Rebellion na classe LMP2 do WEC, Bruno Senna considera que Rubens Barrichello, que participará das 24 Horas de Le Mans deste fim de semana, terá totais condições de ser competitivo na prova.

Barrichello, de 45 anos, fará sua estreia em Le Mans na mesma classe de Senna, a bordo de um protótipo do Team Nederland. Seus companheiros de time são Jan Lammers, ex-F1, de 61 anos, e Frits van Eerd, 49.

Em entrevista ao Motorsport.com Brasil em Le Mans, Senna disse acreditar em uma adaptação fácil de seu compatriota. “O Rubinho consegue ser rápido com qualquer carro, quem conhece sabe. Não sei qual foi o último carro realmente rápido que ele pilotou, mas com certeza do LMP2 é muito mais rápido que um Stock Car. Seus companheiros de equipe não são tão rápidos quanto ele, então ele vai ter que ser a referência de velocidade por lá. Mas, com certeza ele vai ser muito rápido”, garantiu.

No entanto, Senna considera que Barrichello possa ter algumas limitações de equipamento, já que os chassis usados pela Rebellion e outras equipes estão à frente daquele do Team Nederland. "Neste ano, os Oreca estão com bastante vantagem sobre os Dallara [de Barrichello] e os Ligier, infelizmente. E digo infelizmente porque seria interessante para todos uma situação mais equilibrada."

Senna também alertou para algumas dificuldades específicas das provas do WEC, coisa que todos os pilotos, até mesmo os mais experientes, não estão imunes.

“Claro que todos preferem andar no comecinho da manhã, quando a pista está ‘voando’ e melhora, sozinha, uns 2s. Todos querem evitar andar à noite, porque é um turno mais caótico – os pilotos erram mais, então precisa ficar atento. Quando amanhece, também tem que ficar ligado com a visibilidade – se o sol vier direto na cara e o para-brisa estiver sujo, fica difícil enxergar”, comentou.

Além disso, ele considera que o aumento de velocidade da classe LMP2 para 2017 (algo estimado em mais de 7s por volta em Le Mans se comparado a 2016) possa exigir algumas adaptações.

“A questão é que nossa velocidade em saída de curva não é tão diferente do que se vê no GT – nós conseguimos só abrir maior vantagem mais para o fim das retas. Então, às vezes nós perdemos muito tempo, porque só passamos no fim das retas. É importante ter cuidado para passar os retardatários no pontos certo, porque, senão, você pode perder 2s, 3s em uma curva”, pontuou. 

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