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ANÁLISE: Como Diogo Moreira se saiu em suas primeiras corridas na MotoGP?

Brasileiro iniciou sua trajetória na classe rainha neste ano, correndo pela LCR, equipe satélite da Honda

Diogo Moreira, Team LCR Honda

Foto de: Steve Wobser / Getty Images

A temporada 2026 da MotoGP trouxe o fim de um incômodo jejum para o Brasil: após quase duas décadas ausente, o país voltaria a ter um representante no grid da principal categoria do motociclismo mundial. Após um título estrelar na Moto2 em 2025, Diogo Moreira carimbou sua promoção para a classe-rainha, fazendo sua estreia com a LCR Honda.

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E, até aqui, Diogo já superou o desafio das três primeiras etapas como piloto de MotoGP. Aproveitando a pausa de quase um mês no calendário por conta do adiamento do GP do Catar, é hora de olharmos para o que o brasileiro fez até aqui.

Diogo Moreira, Team LCR Honda

Diogo Moreira, Team LCR Honda

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

Como Diogo se compara aos outros pilotos Honda?

Diogo chega à MotoGP em 2026 com uma missão difícil: integrar um esquadrão Honda formado por pilotos veteranos, com mais experiência que ele.

O principal nome, sem dúvidas, é Joan Mir. O espanhol é bicampeão mundial, com um título na Moto3, em 2017, e um na MotoGP, em 2020, com a Suzuki. Seu companheiro na equipe oficial é Luca Marini, que está em sua sexta temporada na classe-rainha, sendo a terceira com a Honda. 

Já na LCR, Diogo teria como companheiro de garagem o francês Johann Zarco, que compete nas classes do Mundial de Motovelocidade desde 2009, tendo conquistado dois títulos na Moto2, em 2015 e 2016. Graças a uma sequência forte na temporada europeia, com uma vitória dominante na França e um segundo lugar em Silverstone, Zarco terminou o ano como o melhor piloto Honda na classificação, o que aumentaria ainda mais o tamanho do desafio para o brasileiro.

Na classificação da Tailândia, Moreira e Marini foram os únicos que tiveram que disputar o Q1, e o italiano superou o brasileiro, mas por menos de meio décimo, com os dois largando lado a lado nas duas provas do fim de semana. Em ambas as provas de Chang, Diogo terminou em 13º, ficando logo atrás de Zarco na sprint e sendo a terceira Honda no GP, devido ao abandono de Mir, cruzando a linha de chegada a 4s do companheiro de LCR, 11º.

No Brasil, mostrou um bom rendimento desde a sexta-feira, com potencial para avançar direto para o Q2, mas uma queda no momento em que os demais pilotos melhoravam seus tempos o forçou a disputar novamente o Q1. No quali, foi o 14º, ficando logo atrás de Mir, apenas 0s102 atrás, e mais de 0s3 à frente de Marini.

Na sprint de Goiânia, teve sua melhor performance até aqui na temporada, conseguindo evoluir para a 10º posição. Mesmo tendo ficado fora da zona de pontos, conseguiu manter uma boa performance, terminando logo atrás de Acosta em nono e sendo a melhor Honda da pista, com Marini em 11º, a 0s8 e com Mir e Zarco abandonando.

A situação no domingo foi um pouco diferente, terminando em 13º e sendo a terceira Honda, de três que terminaram a corrida, com mais uma queda de Mir. Ele ficou a 9s de Zarco, em nono, e a 3s de Marini, em 11º.

Nos EUA, a dupla da equipe oficial teve uma boa performance ao longo do fim de semana, com os dois se classificando direto para o Q2, enquanto Diogo conseguiu superar Zarco pela primeira vez no quali, ficando em 14º, logo à frente do francês, com os dois separados por 0s140.

Na sprint de Austin, Moreira abandonou com um problema na embreagem, enquanto na corrida do domingo, Diogo teve uma largada ruim, caindo para 19º antes de terminar em 13º. Enquanto Zarco e Mir abandonaram, o brasileiro terminou a 7s de Marini, em nono.

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

A disputa pelo troféu de Novato do Ano

Um dos principais parâmetros para Diogo em 2026 é a disputa pelo título de Novato do Ano e, neste ano, o brasileiro tem apenas um rival: Toprak Razagtlioglu, que faz sua estreia na MotoGP com a Pramac Yamaha.

Apesar de Moreira chegar à MotoGP como o atual campeão da Moto2, o brasileiro teria um desafio difícil pela frente, já que estamos falando do tricampeão do Mundial de Superbike, um dos pilotos mais consolidados do mundo e que cuja estreia era cercada de expectativas.

Porém, os dois chegam à categoria em situações completamente diferentes. Enquanto Moreira senta em uma Honda que vem apresentando melhoras desde o ano passado, Toprak pega uma Yamaha que optou por mergulhar no desconhecido em 2026, trocando o motor quatro em linha pelo V4, seguindo o modelo utilizado pelas outras montadoras.

Até aqui, Diogo vem superando o turco com tranquilidade, somando nove pontos contra apenas um do piloto da Pramac. Um dos problemas da Yamaha está em sua performance durante as corridas. Por isso, mesmo com Toprak surpreendendo na sexta-feira do GP do Brasil, garantindo uma vaga direto no Q2 da classificação e largando à frente de Moreira nas duas provas, o brasileiro o superou tanto na sprint quanto no GP.

Somkiat Chantra, Team LCR Honda

Somkiat Chantra, Team LCR Honda

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

Olhando para o novato da Honda de 2025...

Diogo chegou à MotoGP em 2026 com a função de substituir outro novato na LCR: Somkiat Chantra. O tailandês subiu para a classe rainha no ano passado de forma surpreendente, já que havia terminado a temporada de 2024 da Moto2 apenas na 12ª posição, sem conquistar nenhum pódio ou vitórias naquele campeonato.

A vaga da LCR seria originalmente de Ai Ogura, mas o japonês surpreendeu ao anunciar sua ida para a Trackhouse em 2025, correr com motos Aprilia. Isso criou um problema para a Honda, já que o espaço na sua satélite era dedicado especificamente a um piloto do Japão, devido a uma parceria com a Idemitsu. O nome de Chantra veio como um plano B, para, pelo menos, manter um asiático na vaga.

Mas Chantra teve uma temporada muito ruim em 2025. No total, o tailandês conquistou apenas sete pontos em 17 GPs disputados, tendo perdido alguns no meio do campeonato por conta de uma lesão sofrida durante um treino. Entre os pilotos titulares do grid, Chantra foi o pior colocado de longe, com Miguel Oliveira marcando 43. Mesmo Jorge Martín, que participou de apenas sete corridas, somou 34 ao longo do ano.

O melhor resultado de Chantra foi um 13º lugar no GP da Indonésia, uma das últimas provas do ano, e que contou com uma série de abandonos. 

Em comparação, Diogo já conseguiu superar Chantra, tanto em pontos conquistados quanto em seu melhor resultado. O brasileiro terminou a corrida sprint de Goiânia na décima posição, sendo o primeiro fora da zona de pontos, mas conseguindo manter o mesmo ritmo do então líder do campeonato, Pedro Acosta, que ficou logo à sua frente.

Nas outras cinco corridas, Moreira possui um abandono, na sprint de Austin, por conta de um problema na embreagem, enquanto nas outras quatro terminou em 13º e, com isso, já soma nove pontos na tabela de classificação, precisando de apenas três etapas para superar o total de Chantra.

Veredito

É cedo para darmos um veredito tão definitivo sobre Diogo Moreira na MotoGP. Mas é inegável que, olhando para o cenário apresentado acima, o brasileiro vem surpreendendo em suas primeiras corridas na classe-rainha.

Poucos esperavam que Diogo conseguisse pontuar logo em sua estreia, na Tailândia, mas ele conseguiu, e não por aproveitar dos abandonos, mas por sua própria performance. E, ao manter o resultado nas duas corridas seguintes, ele vem mostrando que está se acostumando bem ao ritmo da moto da MotoGP, bem mais tecnológica e aerodinâmica do que tinha até o ano passado na Moto2.

Por enquanto, ele vem entregando uma boa performance comparado aos pilotos da Honda e, com isso, a perspectiva para o futuro é bastante positiva, conforme ele passar a se sentir mais confortável com a moto da marca japonesa.

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