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ANÁLISE MotoGP: Quais fatores explicam o domínio da Aprilia no início de 2026?

Montadora italiana acumula três vitórias nos três GPs com Bezzecchi, enquanto as quatro motos vêm apresentando uma boa performance

Marco Bezzecchi, Aprilia Racing

Marco Bezzecchi, Aprilia Racing

Foto de: David Buono - Icon Sportswire - Getty Images

Enquanto muitos esperavam que 2026 fosse uma repetição de 2025, com Marc Márquez passeando a caminho de seu oitavo título na MotoGP, a realidade não poderia ser mais diferente. Enquanto a Ducati se mostra perdida, a Aprilia tomou as rédeas da categoria, entregando performances dominantes nas três etapas já disputadas nesta temporada.

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A Aprilia já vinha de um final de temporada já bastante forte, tendo vencido três das últimas quatro corridas de 2025.  Porém, muitos atribuíam isso à ausência de Marc Márquez do grid, e com a Ducati tendo largado o desenvolvimento da GP25 há um bom tempo para focar na GP26.

Mas o começo de campeonato não poderia ser mais impressionante. Marco Bezzecchi venceu os três GPs disputados até aqui, com Jorge Martín triunfando em uma sprint e subindo no pódio em dois GPs. E a boa performance vai além da equipe oficial, com Raúl Fernández ficando em terceiro na sprint e no GP da Tailândia e a dupla da Trackhouse atualmente em sexto e sétimo no campeonato.

Mesmo com apenas três de 22 etapas da temporada 2026 já realizadas, a Ducati tem consciência de que perdeu a vantagem que tinha no ano passado. Gigi Dall’Igna, gerente geral da Ducati Corse, falou sobre isso após a etapa de Austin:

Jorge Martin, Aprilia Racing Team, Marco Bezzecchi, Aprilia Racing

“É muito claro que precisamos trabalhar duro para melhorar e colocar nossos pilotos em condições de dar o melhor de si, especialmente agora que a concorrência está se mostrando tão acirrada. Nos EUA, tivemos mais dificuldades do que o previsto: um sinal de alerta que deve nos impulsionar a voltar à vitória, convencidos de que depois será ainda melhor! Força, Ducati!”.

Chefe da equipe oficial da Ducati, Davide Tardozzi quantificou a vantagem da Aprilia em cima da marca de Borgo Panigale em entrevista à Sky Sports após o GP dos EUA.

"É evidente que a Aprilia evoluiu significativamente. Se compararmos os dados do ano passado com os deste ano, o Bezzecchi melhorou o seu ritmo em cerca de sete décimos, talvez até oito. Nós, por outro lado, melhorámos apenas dois décimos, pelo que é claro que a Aprilia evoluiu bastante. Eles têm pilotos fortes, tal como nós, mas neste momento temos de correr atrás do prejuízo", explicou.

Mas o que explica essa vantagem toda que a Aprilia vem aplicando em cima da Ducati (e do restante do grid) neste início de 2026? Um bom trabalho de desenvolvimento ao longo dos anos levantam alguns fatores interessantes.

Um ponto de partida do sucesso da Aprilia vem de um distante 2019. Foi neste momento que a Piaggio, empresa-mãe da montadora, passou a tratar a MotoGP com mais seriedade, trazendo um nome que se mostrou fundamental neste processo: Massimo Rivola, ex-diretor esportivo da Ferrari na F1. Como CEO, Rivola revolucionou a fábrica e a garagem, defendendo um ambiente mais inovador e criativo.

Uma das primeiras decisões de Rivola foi a de construir um novo motor para 2020, trocando o V4 de 75 graus por um V4 de 90 graus, como usado pela Ducati e a Honda. Isso foi o pontapé inicial do crescimento da equipe.

Em 2020, a moto da Aprilia claramente representava uma cópia da Ducati, mas com algumas ideias próprias, o que levava a uma performance abaixo do esperado nas curvas. Este foi um dos focos dos engenheiros que se reflete em 2026: a RS-GP deste ano tem a melhor performance sob frenagem da MotoGP, superando a marca italiana e a KTM.

Essa é uma das principais vantagens da moto de 2026. Bezzecchi, Martín, Fernández e Ai Ogura têm mais facilidade na frenagem, o que lhes permite conduzir melhor a RS-GP nas curvas sem perder tanta velocidade, ajudando ainda na aceleração na saída. Após a pole em Goiânia, Fabio di Giannantonio ressaltou que esse era um dos pontos fortes da marca italiana:

Marco Bezzecchi, Aprilia Racing

“Quando a pista esquenta e fica um pouco escorregadia, com a aderência diminuindo, a Aprilia consegue continuar forçando com a dianteira e entrar nas curvas com muita velocidade”, disse ele. “Tentei fazer isso, mas ficamos em apuros; nossa dianteira é muito menos estável e precisa nessa situação".

“Quando eles fazem esse tipo de entrada, ficam melhor posicionados na saída, então maximizam ali também. Temos que trabalhar muito no lado da saída. Temos um pacote realmente ótimo para a saída das curvas, como sempre podemos ver".

Uma outra vantagem da Aprilia veio, na verdade, como uma surpresa. Na Tailândia e no Brasil, muitos atribuíam a melhor performance da RS-GP aos pneus traseiros selecionados pela Michelin para as etapas, de estrutura mais reforçada para resistir ao calor e abrasividade esperadas para as pistas.

Porém, mesmo com o retorno à especificação tradicional em Austin, a boa performance se manteve, com a moto da Aprilia entregando o melhor gerenciamento de pneu do grid.

Mas, voltando a um ponto dito anteriormente, o grande trunfo da Aprilia está na inovação e criatividade, e é possível notar isso em um ponto específico da RS-GP de 2026: o famigerado “Duto F”.

Com estabilidade de regulamento, a aerodinâmica se tornou um importante campo de batalha da MotoGP nos últimos anos, e a Aprilia é uma das montadoras que melhor sabe trabalhar esta questão. O Duto F foi visto na RS-GP pela primeira vez durante os teste de pré-temporada da Tailândia, tendo como inspiração o conceito adotado pela primeira vez pela McLaren na temporada 2010 da Fórmula 1.

No MP4-25, era possível notar um canal de ar na frente da carenagem, que ia do cockpit até a asa traseira. Através de uma abertura no lado esquerdo do cockpit, o fluxo de ar para a asa seria interrompido caso o piloto colocasse a mão, permitindo que o carro ganhasse até 10km/h nas retas.

Na Aprilia, o Duto F trabalha de forma coordenada com a carenagem estilo difusor, que é o responsável pela boa performance nas curvas. Antes, a RS-GP sofria com uma carenagem agressiva, que limitava sua performance mas, agora, há pequenas entradas de ar posicionadas na altura do antebraço de seus pilotos.

Quando a moto entra nas retas, o posicionamento natural do piloto leva o antebraço a cobrir essas entradas de ar, aumentando sua velocidade nas retas.

 

Quando combinamos todos esses fatores, temos uma Aprilia dominante, não apenas com o líder do campeonato Bezzecchi, ou apenas com a equipe oficial, mas com suas quatro motos do grid.

Agora, a MotoGP vive uma pausa de quase um mês por conta do adiamento do GP do Catar, e a Ducati espera utilizar esse tempo para correr atrás do prejuízo, tentando ao máximo se aproximar da Aprilia para impedir que 2026 seja mais um passeio. Agora, de outra montadora.

Aprilia DOMINA GP dos EUA e deixa DUCATI em ALERTA! BEZ x MARTÍN pode PEGAR FOGO? WSBK, MXGP e +

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