Após problemas na MotoGP, asfalto do Autódromo de Goiânia será totalmente trocado
Informação foi confirmada pelo secretário de esporte e lazer de Goiás
Asfalto do Autódromo Ayrton Senna em Goiânia após a MotoGP
Foto de: Guilherme Longo
O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, palco da MotoGP no Brasil neste ano, terá todo seu asfalto trocado. O anúncio foi feito pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) nesta quarta-feira (03) e confirmado pelo secretário de Esporte e Lazer de Goiás, Wellington Peixoto.
Os problemas na pista de Goiânia começaram em março, com a passagem da categoria rainha da motovelocidade. Existia um buraco na reta principal, ondulações na curva 4 e, principalmente, desgaste no asfalto nas curvas 11 e 12.
A organização e o governo do estado atribuíram os problemas no asfalto ao pouco tempo disponível para fazer a cura correta. Por isso, o autódromo foi fechado logo após a realização do GP do Brasil de MotoGP para recapeamento do asfalto e cura, ficando cerca de 45 dias sem receber eventos, o que levou ao adiamento da etapa da Porsche Cup Brasil para outubro.
Em maio, a pista recebeu a Stock Car, marcando nova reabertura do autódromo depois das obras, porém, com o decorrer das sessões, foram notados novos problemas no asfalto, em especial na curva 5. Todo esse cenário fez com que se decidisse fechar o circuito durante o mês de junho para uma nova rodada de obras.
Agora, de acordo com nota enviada ao Motorsport.com, a Goinfra informou que decidiu trocar toda a cobertura do asfalto " após avaliações técnicas identificarem imperfeições pontuais em um trecho do pavimento executado durante as obras de modernização do circuito".
Eles ainda explicam que a troca acontecerá sem custos ao Estado, pois, apesar de problemas terem sido identificados em locais pontuais da pista, a empresa responsável pelas obras tem de fazer a substituição total por garantia contratual. Espera-se garantir uniformidade e evitar novos problemas.
Em entrevista a veículos de imprensa, o secretário de Esporte e Lazer, Wellington Peixoto, disse que "houve um problema no asfalto, que começou a descamar. A empresa, que é a mesma que executou o autódromo de Interlagos, afirmou que foi um processo de cura que não foi suficiente".
Além disso, segundo o subsecretário de governança da secretaria-geral de governo, Rudson Guerra, "não há motivo para mudança de calendário da MotoGP. Temos um contrato a ser executado, o autódromo retorna às atividades ainda este ano e receberá competições normalmente".
O esquema de obras inclui duas semanas para fresagem, a retirada do asfalto atual, uma para ensaios, análise e calibração e um mês para colocar o novo pavimento. Após todas essas etapas, o período de cura é de dois meses.
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