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Honda planeja ter seis motos na MotoGP em 2027

Meta depende da conclusão de um acordo com uma segunda equipe satélite

Diogo Moreira, Team LCR Honda

A Honda está se preparando para a possibilidade de colocar seis motos no grid da MotoGP na próxima temporada, uma meta que depende da conclusão de um acordo com uma segunda equipe satélite, segundo informações obtidas pelo Motorsport.com.

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Entre 2014 e 2019, a Honda passou de fornecer oito motos no grid da MotoGP para apenas quatro. No entanto, segundo apurado pelo Motorsport.com, a fabricante de Tóquio já está planejando a próxima temporada partindo do pressuposto de que aumentará sua presença com dois protótipos adicionais, voltando aos níveis de 2018, quando colocou seis motos em pista: duas na equipe de fábrica e duas cada com a LCR e a Marc VDS, suas equipes clientes.

Isso ampliaria as opções estratégicas da Honda em várias áreas, particularmente no desenvolvimento de motos e na gestão de pilotos e de vagas.

Nos últimos meses, os executivos da fabricante japonesa mantiveram canais de comunicação abertos com todos os potenciais parceiros disponíveis, embora as condições de mercado tenham limitado significativamente sua margem de manobra.

A Honda explorou uma possível parceria com a Trackhouse, bem como com a Gresini. No entanto, o Motorsport.com apurou que a equipe americana não pretende romper seus laços com a Aprilia.

Ao mesmo tempo, a equipe italiana está finalizando os detalhes de sua renovação com a Ducati, apesar do revés de ter que aceitar a perda de Álex Márquez e Fermín Aldeguer para 2027: o primeiro está indo para a KTM, enquanto o segundo correrá com a VR46, que aproveitou seu status de equipe com apoio direto da Ducati.

Esse golpe levou Nadia Padovani, proprietária da Gresini, a explorar parceiros alternativos antes de, por fim, ceder novamente à proposta da Ducati, especialmente diante da perspectiva de montar um elenco atraente de pilotos com a chegada de Dani Holgado.

Da forma como as coisas estão, a rota da Tech3 está ganhando cada vez mais força. A antiga equipe de Hervé Poncharal, vendida há alguns meses para um grupo de investimentos tendo Guenther Steiner como seu representante público, vem considerando uma possível mudança de fornecedor de motos há algum tempo, dada a incerteza em torno dos planos futuros da KTM sob o comando da Bajaj, o grupo indiano que adquiriu a empresa austríaca.

Enea Bastianini, Red Bull KTM Tech 3

Enea Bastianini, Red Bull KTM Tech 3

Foto: Evaristo Sa / AFP via Getty Images

A expansão para seis motos em vez de quatro permitiria à Honda uma flexibilidade muito maior na gestão de seu elenco de pilotos. O Motorsport.com apurou que a única vaga já definida é Fabio Quartararo, que ocuparia uma das duas vagas na equipe de fábrica. Isso significaria que Joan Mir ou Luca Marini — ou possivelmente ambos — teriam que deixar suas posições atuais.

Além de Quartararo, os únicos dois pilotos contratados pela Honda para além de 2026 são Diogo Moreira e Johann Zarco, a dupla da LCR. O brasileiro, estreante na categoria em 2026, é visto como uma aposta de longo prazo — seu contrato vai até 2028 —, enquanto o contrato do francês expira em 2027.

A HRC também pretende contratar David Alonso, que vai subir da Moto2, e decidirá então se o colocará ao lado de Quartararo na equipe de fábrica ou se o desenvolverá em uma equipe satélite antes de promovê-lo posteriormente.

De qualquer forma, ter duas motos adicionais ampliaria significativamente o leque de opções da HRC, permitindo-lhe potencialmente manter um de seus pilotos atuais — provavelmente Marini, que já manteve conversas com a Yamaha e parece mais aberto do que Mir a aceitar uma função fora da equipe de fábrica.

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