MotoGP: Aldeguer tem acordo com Ducati para correr pela VR46 em 2027
Atual equipe do espanhol, Gresini ainda negocia com Ducati para seguir como equipe satélite pelos próximos anos
Uma das principais histórias a correrem nos bastidores da MotoGP em Goiânia é de que Fermín Aldeguer, que retorna neste fim de semana após uma fratura no fêmur, garantiu a continuidade de seu contrato com a Ducati, mas trocando a Gresini pela VR46 em 2027.
Essa manobra deixa a Gresini, de propriedade de Nadia Padovani, sem pilotos confirmados para 2027, já que todos aguardam a confirmação do acordo de Álex Márquez com a KTM. A informação foi publicada originalmente pelo jornal espanhol As e confirmada pelo Motorsport.com.
E a questão vai além dos pilotos, já que, por enquanto, a Gresini também está sem motos para o próximo ano. A equipe, fundada pelo falecido Fausto Gresini, ainda não conseguiu fechar um acordo para continuar como satélite da Ducati, seu principal objetivo.
Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com, as negociações entre Gresini e Ducati seguem em andamento, mas as exigências da montadora estão estão distantes do orçamento que, neste momento, a equipe italiana dispõe.
A questão maior é a implementação de um novo regulamento técnico com motores de 850cc e motos novas em 2027, o que significa que todos os pilotos que correrem com uma Ducati no próximo ano disputarão o campeonato com a mesma máquina, o que eleva o preço.
Paralelamente, a promotora do campeonato, a MotoGP Sports Entertainment Group, antiga Dorna, continua em discussões abertas com a MSMA (associação de fabricantes) para renovar o contrato de cinco anos entre ambas as partes (similar ao Pacto de Concórdia da F1), já que o atual expira em 2026. Desse acordo sairá o valor que cada equipe receberá por participar do campeonato. Apenas a partir daí que a Gresini saberá exatamente com quanto dinheiro contará para negociar com a Ducati e contratar pilotos.
Enquanto isso, a VR46 se antecipou e já garantiu um piloto para 2027. Aldeguer é um objetivo da equipe desde 2023, quando se soube que Luca Marini iria deixar a equipe do irmão Valentino Rossi para ir para a Honda.
Na época, a Ducati manobrou para ficar com Fermín, que assinou contrato de quatro anos, 2+2, com uma cláusula de rescisão no final da segunda temporada, embora pudesse ter feito isso, já que tinha ofertas para ir para equipes oficiais.
Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com junto ao entorno do piloto, Fermín chegou a um acordo total com a Ducati para cumprir os dois anos restantes de contrato até 2028, com um aumento significativo em seu salário e benefícios.
“Ainda não assinamos o novo contrato, mas chegamos a um acordo. Fermín continuará por mais dois anos com a Ducati e o contrato é com a fábrica, com material e tratamento de piloto oficial, recebendo as novidades quase ao mesmo tempo que os pilotos da equipe oficial, embora corramos com a VR46”, confirmaram as fontes.
Da equipe de Valentino Rossi também comentaram que “o interesse em ter Fermín é grande e conhecido há muito tempo, acreditamos que ele seja um piloto muito interessante”, explicou Pablo Nieto. Agora resta apenas ver quem será o segundo piloto da VR46, uma vaga “que neste momento está em aberto” e para a qual concorrem os dois pilotos atuais, Fabio Di Giannantonio e Franco Morbidelli, mas também “outros jovens pilotos promissores”.
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