MotoGP - Álex Márquez: "Se houver muros em Adelaide, nós seremos os primeiros a dizer que a corrida não vai acontecer"
Piloto da Gresini deixou claro que Adelaide, circuito de rua que sediará do GP da Austrália em 2027, deve cumprir padrões de segurança bem definidos
Na pausa de abril da MotoGP, causada pelo adiamento do GP do Catar para o final da temporada pelo conflito no Oriente Médio, o campeonato e seus protagonistas estão tendo a oportunidade de refletir sobre diversos aspectos, em especial Álex Márquez, que comentou sobre a mudança do GP da Austrália para o circuito de rua de Adelaide.
A partir de 2027, a etapa australiana deixará de ser disputado no icônico circuito de Phillip Island para passar a ser realizado em Adelaide.
A pista é um traçado urbano, no centro da cidade de mesmo nome, que atualmente recebe o campeonato australiano de Supercars e que também já sediou GPs de Fórmula 1. Será, por sua vez, um grande desafio para a MotoGP, pois há muitos anos que a categoria rainha não compete nas ruas, o que gerou dúvidas em relação à segurança.
Álex, questionado sobre o circuito de Adelaide, quis tranquilizar os fãs, ressaltando que não se trata exatamente de um circuito urbano e deixando claro que, se não houver saídas de emergência suficientes, os pilotos se recusarão a correr.
“Adelaide não é um circuito de rua, é um circuito dentro de uma cidade. Não será uma pista permanente, mas será um circuito como Jerez, Austin ou outro. Esse conceito de circuito urbano enganou muita gente. Não haverá muros, não será uma Mônaco. Se virmos muros, nós, pilotos da MotoGP, seremos os primeiros a dizer que a corrida não vai acontecer”, afirmou o #73.
Jack Miller, Circuito de Rua de Adelaide
Foto de: Sem crédito
Na sequência dessa questão, questionado sobre se há corridas demais na MotoGP, Márquez apresentou seu ponto de vista: “Eu acho que, talvez, não sejam demais. Mas acho que 22 GPs é o máximo".
"O que me preocupa é que, embora eu já esteja em uma idade avançada e não vá ficar muito tempo com esse formato, os pilotos jovens, como meu companheiro, Fermín Aldeguer, possam se desgastar antes com esse formato. Mais corridas, mais lesões... A porcentagem [de possibilidade de lesão] é muito maior. Chegar muito desgastado fisicamente é definitivamente uma possibilidade”.
Posteriormente, Álex abordou o motivo pelo qual ainda não foi anunciado nenhuma contratação para a MotoGP em 2027, confirmando as informações que o Motorsport.com vem divulgando nas últimas semanas.
“Tudo está em um ponto de ‘stand by’ devido às negociações que a MSMA [associação de fabricantes da MotoGP] está tendo com o campeonato. Não se sabe se vai continuar; neste momento, não há campeonato para o ano que vem, essa é a realidade. Nenhuma fábrica assinou contrato. Se chegarão a um acordo? Claro. Mas, neste momento, não há MotoGP [em 2027]”.
"Então, é aí que você fica tranquilo. Para o futuro, falo acho que em geral, mas quase todo mundo, não acho que tenha assinado, mas já combinaram, de alguma forma, para onde vão. Mas é verdade que, até que haja um acordo, não se pode assinar nada".
Embora obviamente não quisesse dizer nada a respeito, Márquez já sabe onde vai correr no próximo ano: na equipe oficial da KTM, deixando assim a Gresini e o ambiente da Ducati. “Já usei o laranja na Moto2, mas minha cor é o azul, né?”, foi a única coisa que ele disse a respeito, em tom de brincadeira.
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