MotoGP - Álex Márquez se mantém realista com a Gresini: Vitória em Jerez não virá "de jeito nenhum"
Espanhol venceu pela primeira vez no campeonato há um ano, mas agora precisa lidar com domínio da Aprilia
Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images
Álex Márquez completa 30 anos nesta quinta-feira, na véspera de um fim de semana em que disputará sua 250ª largada em GPs, tudo isso no circuito de Jerez, onde conquistou sua primeira vitória na MotoGP, há um ano. A situação o torna um dos principais candidatos à vitória este ano?
“De jeito nenhum”, moderou Márquez quando a pergunta lhe foi feita na coletiva de imprensa nesta quinta-feira. Embora estivesse em ótima forma há um ano, o que fazia dele o único rival real de Marc Márquez, a situação mudou bastante.
“O início da temporada foi um pouco difícil para nós, especialmente na Tailândia”, reconheceu o piloto da Gresini, líder do campeonato após três corridas em 2025 e apenas oitavo na mesma fase um ano depois. “Fomos um pouco melhores no Brasil e em Austin, mas ainda estamos longe, principalmente da Aprilia”.
Entre essa Aprilia que vem progredindo e uma Ducati imperfeita, Álex Márquez avalia que são necessários avanços, mas não quer entrar em pânico: “Tenho muita dificuldade principalmente na frenagem, para desacelerar a moto. É isso que mais me falta nessa parte da curva".
“Precisamos seguir em frente, não podemos perder a paciência, foram apenas três corridas e a temporada é muito longa. Vimos muitas recuperações no campeonato no ano passado, com muitos pontos [recuperados]. O importante é dar o nosso melhor e, quando estivermos em melhor forma, teremos a oportunidade de atacar e explorar o potencial".
Álex Márquez não imagina vencer em Jerez neste fim de semana.
Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images
“Acho que estamos trabalhando muito bem”, insistiu Márquez. “A Ducati está se esforçando muito. Sei que, pessoalmente, preciso melhorar minha pilotagem, pensar menos nos problemas e encarar as coisas de forma mais positiva, aproveitar melhor o que temos, porque há muitos aspectos positivos. E a partir daí, vamos voltar".
“Este é o melhor circuito ou o melhor momento da temporada para voltar e recuperar um bom desempenho. Vamos tentar dar o nosso melhor. Fazer como no ano passado seria incrível, mas é um pouco irrealista no momento", continuou.
Muitos pilotos da Ducati descrevem uma dianteira sem aderência o suficiente para permitir que ataquem como gostariam com a GP26, moto de Álex Márquez. Ele próprio mencionou esse problema no início do campeonato e vê nisso a única fraqueza de um protótipo que, no geral, é melhor do que a GP24, da temporada passada.
“Acho que estamos mais ou menos no mesmo nível do ano passado, até melhores no motor. Estamos mais rápidos, temos um pouco mais de potência. É só a forma de frear, de entrar nas curvas, sinto apenas que tenho dificuldade para frear a moto. É só isso. Sinto-me muito bem com o resto. Vimos isso nos dados", acrescentou.
“Também vimos que a Aprilia está progredindo e nos colocando mais no limite, está mais difícil. Precisamos melhorar em pontos muito delicados. Sinto que, sem grandes mudanças, ou apenas com pequenos ajustes, poderemos dar um bom passo à frente", concluiu.
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