MotoGP - Após lesão, Aldeguer é liberado para correr no GP do Brasil: "Se estou aqui é porque estou bem"
Jovem espanhol voltará às pistas neste fim de semana, após passar os últimos dois meses se recuperando da grave lesão que sofreu no fêmur da perna esquerda
Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images
Fermín Aldeguer, após uma grave lesão no fêmur da perna esquerda em janeiro, foi aprovado pelos diretores médicos da MotoGP para retornar às pistas no GP do Brasil. Diante do desafio, o jovem piloto da Gresini destacou que, se ele foi para Goiânia, é "porque estou bem".
Aldeguer sofreu uma queda na quinta-feira, 8 de janeiro, enquanto treinava no circuito de Aspar, em uma sessão compartilhada com os irmãos Márquez - Marc e Álex -, com David Alonso e Maximo Quiles. O piloto da Gresini foi levado de ambulância e, de lá, transferido para Barcelona, onde passou pela sala de cirurgia da Clínica Dexeus e onde a equipe do Dr. Ignacio Ginebreda tratou da grave lesão que ele sofreu ao ser arremessado da moto e bater no chão.
Aquele infortúnio, que se complicou mais do que o esperado, fez com que ele perdesse toda a pré-temporada e a primeira etapa do calendário, na Tailândia, antes de participar da segunda, neste fim de semana, no Brasil.
Aldeguer chega a Goiânia ciente de que sua pré-temporada começa agora, mas feliz por ter reduzido os prazos de recuperação que inicialmente o levariam a participar no Catar, etapa que foi remarcada para o final da temporada devido ao conflito no Oriente Médio.
“Se estou aqui é porque estou bem”, respondeu Aldeguer, de forma muito direta, quando questionado. “Estou indo passo a passo. Pela forma como ficou o osso e pela maneira como me quebrei, esperávamos voltar no Catar. Mas, após cerca de quatro semanas de recuperação, achei que chegar ao Brasil era possível”, descreveu o espanhol, que comemorou poder voltar a pilotar uma Desmosedici e, além disso, fazê-lo em um traçado que será novo tanto para ele quanto para o restante do grid.
No papel, isso deve diminuir um pouco a enorme diferença de tempo de pista que o separa de seus rivais, que têm muitas horas a mais do que ele sobre seus protótipos: “Esta é uma boa oportunidade porque é um circuito novo para todos os pilotos. Não tenho a experiência dos testes, e será preciso levar isso com calma. O cancelamento do Catar me ajudará a me recuperar melhor e a chegar a Jerez 100%”.
Nesta sexta-feira (20), Aldeguer entrará na pista depois de ter se acostumado com uma Ducati Panigale; nada a ver com a moto que ele pilotará no Brasil. “É complicado saber como o corpo está reagindo. Ando pior a pé do que em cima da moto. Testei uma Panigale, mas tenho de subir para uma MotoGP, que é mais pesada e mais rápida. Esta corrida é um teste para mim, mas, obviamente, quero chegar o mais à frente possível; se for entre os dez primeiros, perfeito”, afirmou o #54.
Enquanto se aguarda a concretização dos anúncios relativos ao mercado de 2027, Aldeguer já garantiu seu futuro com a Ducati e com o melhor material disponível. Agora resta apenas saber se ele vai competir vestindo o macacão da Gresini ou o da VR46, equipe que há tempos vem atrás dele.
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