MotoGP conclui investigação sobre problemas do GP do Brasil e promete melhorias para 2027
Categoria apontou as causas dos problemas no asfalto do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia
Foto de: Guilherme Longo
A MotoGP informou que a investigação sobre os problemas que afetaram o GP do Brasil foi concluída, conforme prometido, com o objetivo de resolver as questões antes do retorno da prova em 2027.
Dois dias após o fim de semana em Goiânia, a direção de prova da MotoGP divulgou um comunicado detalhado descrevendo os problemas que ofuscaram o retorno do campeonato ao Brasil após duas décadas.
A MotoGP revelou que o buraco que surgiu na reta de largada/chegada após a classificação foi causado pelo "colapso de um antigo sistema subterrâneo de esgoto não documentado embaixo da pista".
A organização destacou que o local do buraco foi imediatamente atendido pelos funcionários do circuito, e que os trabalhos de reparo permitiram a retomada das atividades na pista, embora com atrasos significativos. A corrida sprint começou com 80 minutos de atraso, enquanto a classificação da Moto2 teve que ser adiada para a manhã de domingo.
A deterioração do asfalto nas curvas 11 e 12 foi descrita como “degradação localizada do asfalto”, causada por “calor significativo e atividade na pista” após as corridas da Moto2 e da Moto3.
Embora “todo o excesso de agregado” tenha sido removido do circuito, “um pequeno risco de degradação contínua” permaneceu, levando a organização do campeonato a encurtar a corrida em oito voltas. A distância revisada da corrida, de 23 voltas, representou 75% da contagem original de voltas, o que significou que a pontuação máxima poderia ser concedida.
No entanto, nenhuma explicação adicional foi dada para a redução específica do número de voltas.
Funcionários reparam um buraco na reta de largada e chegada
Foto: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images
A categoria também observou que as chuvas sem precedentes na preparação para o fim de semana “contribuíram” para os problemas no asfalto da pista, além de afetarem os trabalhos finais no circuito.
A MotoGP também abordou as dúvidas sobre a qualidade do asfalto colocado na pista após a repavimentação em Goiânia. Afirmou que "como cada local global exige uma mistura asfáltica e um procedimento de aplicação diferentes, essas informações são definidas pelo circuito e apresentadas à FIM para garantir que todos os padrões de segurança sejam cumpridos".
Os organizadores da prova, após a nota do Mundial de Motovelocidade, também divulgaram um comunicado sobre os problemas que afetaram o final de semana.
Declaração completa da MotoGP
"Após os problemas com o asfalto durante o GP do Brasil, os organizadores do circuito e da corrida seguiram com investigações sobre as causas, incluindo as chuvas sem precedentes que impactaram as sessões e contribuiram com as questões envolvendo a pista".
"No sábado, um defeito significativo da pista surgiu devido ao colapso de um antigo sistema subterrâneo de esgoto embaixo da pista. O problema, que felizmente estava fora da linha de corrida, foi imediatamente notado e consertado após uma resposta rápida do circuito, que permitiu que as atividades de pista continuassem mais tarde no dia. No domingo, uma degradação localizada do asfalto causada pelo calor e pela atividade de pista tornou-se evidente depois da corrida da Moto2".
"Apesar da remoção de todo o excesso de agregado antes da corrida da MotoGP, ainda existia um pequeno risco de deterioração contínua de asfalto durante a prova. A equipe do circuito trabalhou até o horário previsto para o início da sessão, mas, visando a segurança, a direção de prova decidiu reduzir a prova para 23 voltas (75% da distância original). As equipes foram imediatamente informadas da mudança pelo time da IRTA em cada fila do grid".
"O processo de homologação de circuitos da MotoGP é gerenciado pela FIM e começa com mais de um ano de antecedência. Isso inclui inspeções detalhadas de todas as áreas de construção. Como cada local global exige uma mistura asfáltica e um procedimento de aplicação diferentes, essas informações são definidas pelo circuito e apresentadas à FIM para garantir que todos os padrões de segurança sejam cumpridos. A homologação é, então, confirmada pouco antes de cada GP".
"Os problemas enfrentados no Brasil foram reconhecidos pelos promotores [da corrida] e pelo o circuito e serão resolvidos antes do retorno da MotoGP na próxima temporada. O GP do Brasil recebeu 148.384 fãs no Autódromo Internacional de Goiânia - Ayrton Senna, demonstrando tanto o forte apelo da MotoGP no Brasil quanto a oportunidade de crescimento global da categoria".
Comunicado dos promotores do GP do Brasil
"Estamos muito orgulhosos de ter trazido a MotoGP de volta ao Brasil. Após mais de 20 anos, milhões de fãs brasileiros puderam novamente viver a emoção de assistir ao vivo aos maiores talentos do esporte. Ao longo dos três dias de competição, 148.384 pessoas estiveram presentes no autódromo Ayrton Senna, participando de um evento espetacular que combinou emoção e velocidade. Os dois festivais ligados ao MotoGP Brasil, a Fan Fest oficial, no estádio Serra Dourada, e o Arena Goiás Motovelocidade, na Praça Cívica, somaram público de mais de 90 mil pessoas nos três dias de evento".
"Com o apoio total do Governo de Goiás, trabalhamos para oferecer a melhor infraestrutura possível — dentro e fora da pista — para permitir que equipes e pilotos desempenhassem no mais alto nível".
"Com o suporte de profissionais experientes (incluindo especialistas credenciados pela Fórmula 1) e o uso de tecnologia de ponta, realizamos um recapeamento completo da pista, construímos novas instalações de boxes e instalamos equipamentos modernos, tudo em total conformidade com os padrões da FIM. Nosso objetivo foi entregar um circuito rápido e seguro".
"Infelizmente, devido às fortes chuvas, surgiu um problema em um ponto específico da pista quando um sistema de esgoto localizado sob a superfície cedeu. A situação foi prontamente resolvida, sendo possível manter a realização da prova. No domingo, devido às altas temperaturas, uma faixa específica no lado esquerdo do pavimento na Curva 12 apresentou deterioração causada por problemas de aplicação, o que gerou transtornos para pilotos e equipes".
"Lamentamos o ocorrido e eventuais impactos decorrentes da situação, e reiteramos nosso respeito ao Governo de Goiás, à FIM, às equipes e aos pilotos. Desde já, estamos avaliando os pontos identificados e trabalhando em conjunto com as partes envolvidas para implementar os aprimoramentos necessários na infraestrutura do Autódromo Ayrton Senna. Estamos totalmente comprometidos em oferecer condições ainda melhores para que pilotos e equipes desempenhem seu máximo quando a MotoGP retornar em 2027".
DOMÍNIO da APRILIA no Brasil: e aí, Márquez? DIOGO, problemas e BASTIDORES do Pódio Cast em Goiânia!
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