MotoGP descarta proposta de moto única e mantém duas unidades por piloto em 2027
Yamaha, Honda e KTM se unem contra plano das fabricantes italianas, garantindo a permanência da segunda moto para a era das 850cc
Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images
A MotoGP continuará com duas motos por piloto em 2027, após a proposta da Aprilia e da Ducati para limitar a disponibilidade a uma única moto por competidor ter sido descartada.
Conforme noticiado pelo Motorsport.com em maio, as fabricantes da MotoGP apresentaram ao promotor do campeonato mundial a ideia de reduzir de duas para uma o número de motos com as quais os pilotos competem a cada fim de semana.
No entanto, como confirmou o jornal espanhol El Periódico nesta quarta-feira (12), a Yamaha, que sempre se manteve contrária, a KTM, que se juntou ao lado da marca japonesa depois de um apoio inicial à proposta, e a Honda acabaram rejeitando a proposta, deixando Aprilia e Ducati isoladas e enterrando a iniciativa das fabricantes italianas.
Relembre a disputa
A ideia partiu da Aprilia como parte da redução de custos que o promotor, de modo geral, deseja implementar, chegando até a considerar a possibilidade de estabelecer um limite de gastos; porém, a Ducati imediatamente viu nisso uma oportunidade de pressionar o MotoGP Sports Entertainment Group nas negociações sobre o contrato comercial, apelidado de 'Pacto de Concórdia'.
A iniciativa, por mais absurda que fosse, teve que ser imediatamente redefinida, esclarecendo que haveria uma segunda moto nas garagens, a ser usada durante a classificação e as corridas, mas que, no restante dos treinos, haveria apenas uma unidade disponível, e o tempo desses treinos seria reduzido.
Além disso, as duas fabricantes italianas, após os primeiros testes privados dos protótipos de 850cc para 2027, identificaram uma oportunidade de ampliar sua vantagem sobre as rivais japonesas — que estão mais atrasadas em seu desenvolvimento —, diminuindo o ritmo de progresso caso, em vez de duas motos, haja apenas uma para trabalhar nos GPs.
Para que a ideia fosse adiante, era necessário o consenso de todas as fabricantes antes de levá-la à Comissão de GPs, o órgão máximo do campeonato e o único com poder para alterar o regulamento.
A partir daí, a Aprilia e a Ducati tentaram conquistar apoiadores, garantindo a indiferença da Honda — que votou a favor da maioria — e uma aproximação com a KTM, que acabou concordando com a iniciativa, demonstrando seu apoio e garantindo seu respaldo durante o GP da Hungria, em 7 de junho, o que deu luz verde à mudança.
No entanto, como citado anteriormente, as marcas italianas ficaram isoladas depois da KTM recuar e ir para o lado da Yamaha, que também foi apoiado pela Honda.
Assim, a nova era da MotoGP, que terá início em 2027 com os novos regulamentos técnicos, não terá a redução do número de motos disponíveis de duas para uma.
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