MotoGP: Ducati está impressionada com ritmo de Márquez apesar de limitação física
Piloto espanhol afirma que, caso consiga se manter entre os ponteiros após as três primeiras voltas, é capaz de lutar pela vitória
Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images
Após as três primeiras etapas da temporada 2026 da MotoGP, fica claro que a Ducati enfrenta uma concorrência forte da Aprilia, que surpreendeu neste início de ano. Mas, para além disso, a marca italiana percebeu que não poderá contar tanto com o talento de Marc Márquez para fazer a diferença, como foi em 2025.
O espanhol perdeu o final da temporada de 2025 devido a uma fratura no ombro direito, por conta de uma queda durante o GP da Indonésia, e ainda carrega as sequelas disso. É verdade que a situação está melhorando aos poucos, mas Márquez continua limitado nas curvas à direita.
“Na minha opinião, a análise é que Marc não está a 100%”, constatou Davide Tardozzi, chefe da equipe Ducati, à Sky Sport Itália. Mas estaria o espanhol está longe dos 100%? Tardozzi prefere não se aventurar em estimativas arriscadas.
“Quando se fala desses números, é como jogar dados. Não sei. Tenho certeza de que ele não está totalmente em forma. Infelizmente, o acidente do ano passado ainda tem repercussões, por isso ele não está em forma. É certo que o que aconteceu na sexta [em Austin], agravou o problema, mas ele ainda carrega o peso do acidente na Indonésia".
Segunda parte de GP tranquilizadora em Austin
Marc Márquez teve um ótimo desempenho no final da corrida em Austin.
Foto de: David Buono / Icon Sportswire via Getty Images
Marc, que não estava totalmente em forma e ainda mais enfraquecido pela grande queda na sexta em Austin, continua, no entanto, com ótimo desempenho. Tardozzi ficou impressionado com o ritmo do seu piloto após pagar a punição de volta longa na corrida principal.
“Se eu considerar a parte central da corrida, no momento em que ele ultrapassou Raúl Fernández, ele se agarrou a Pecco e Bastianini, e durante essas cinco ou seis voltas, ele ganhou oito décimos sobre Bezzecchi. Portanto, quando ele está bem, consegue fazer uma parte da corrida como um número um".
Após a chegada, quando Márquez retornou à garagem da Ducati, Tardozzi compartilhou essa estatística com seu piloto. O espanhol respondeu o que já havia dito várias vezes desde o início da temporada: ele sofre principalmente nas primeiras voltas.
“A moto é um fator crítico, mas eu também”, precisou Márquez, em uma sequência visível no habitual vídeo dos bastidores publicado pela Ducati. “Estou com dificuldades. A moto é um problema, mas eu também sou um problema. Revi as corridas da Tailândia e do Brasil: se eu conseguir passar bem pelas três primeiras voltas, podemos disputar a vitória".
Dovi crava MÁRQUEZ 'EM APUROS'! Dúvidas na Ducati e PECCO 'na' Aprilia. DIOGO MOREIRA, M1GP e Cross
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