MotoGP: "Estamos a um passo da Ducati", diz Martín sobre chances de vencer em Goiânia
Espanhol acredita que será "impossível" acompanhar ritmo da Ducati ao longo das 31 voltas da prova deste domingo
Jorge Martin acredita que a Aprilia está perdendo terreno em relação à Ducati no GP do Brasil de MotoGP. Mesmo tendo vencido as três corridas anteriores, incluindo a abertura de 2026 na Tailândia, o campeão de 2024 prevê que será “impossível” acompanhar a Desmosedici se as condições permanecerem as mesmas.
Martin fez esse comentário após a sprint de sábado em Goiânia, onde o Marc Márquez liderou uma dobradinha da Ducati, com Fabio di Giannantonio em segundo e o próprio espanhol da Aprilia completando o top 3.
Enquanto Martín fechou o pódio, seu companheiro de equipe, Marco Bezzecchi e Ai Ogura, da Trackhouse, atrás dele em quarto e quinto, respectivamente. O único piloto da Aprilia a enfrentar dificuldades no sábado foi Raúl Fernández, que não conseguiu passar do Q1 e terminou fora da zona de pontuação, em 16º.
Embora a Aprilia tenha dominado o GP da Tailândia, que abriu a temporada, com um resultado de 1º, 3º, 4º e 5º lugares, o campeão de 2024 acredita que a balança pendeu novamente a favor da Ducati na primeira visita da MotoGP ao Brasil em mais de duas décadas.
“Dizem que é uma pista da Aprilia, mas temos uma dobradinha da Ducati”, disse Martin à TNT Sport. “Estamos a um passo deles. Estou confiante. Aqui, o que importa é a rapidez com que os pilotos conseguem se adaptar às condições. Hoje foi bem diferente dos outros treinos, então espero melhorar para a corrida".
Martín se classificou em quinto após uma queda no final do Q2, mas conseguiu subir para o terceiro lugar na sprint depois de ultrapassar Fabio Quartararo, da Yamaha, e seu próprio companheiro de equipe Bezzecchi, que perdeu tempo com um erro na volta 6. Mas quando o espanhol alcançou a posição de pódio, já tinha poucas chances de diminuir a diferença para a frente e acabou terminando 3s6 atrás de Márquez.
Comentando sobre a diferença entre as duas marcas italianas na coletiva de imprensa pós-corrida, Martín disse: “Quando ultrapassei Marco, já estava 2s5 [atrás]. Então, perdi mais meio segundo em 10 voltas. Portanto, [a diferença] não é tão grande assim. Acho que [esperamos] largar um pouco melhor amanhã. Aqui, é difícil ultrapassar".
“Com certeza, as duas motos são muito rápidas. Na Tailândia, fomos melhores, e agora parece que eles estão um pouco melhores. Então, precisamos melhorar um pouco para amanhã, porque eles estão um pouco mais rápidos e, no momento, ao longo de 31 voltas, é impossível acompanhá-los".
Jorge Martin, Aprilia Racing Team
Foto: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images
Para o Brasil, a Michelin trouxe dois compostos de pneus traseiros mais rígidos, idênticos aos usadas na Áustria no ano passado, enquanto apenas o pneu traseiro duro corresponde às especificações da Tailândia — um composto com o qual a Ducati teve dificuldade.
Para as próximas etapas, espera-se que a Michelin volte às construções padrão de pneus tanto na dianteira quanto na traseira. Márquez alertou contra tirar conclusões de um único fim de semana, apontando para a situação única dos pneus no Brasil.
“Não dá para avaliar o nível de um piloto ou o nível da moto em uma única corrida”, declarou o piloto da Ducati. “É preciso analisar cinco corridas e então tentar entender onde estamos. O fato é que só aqui mudamos a carcaça, a moto está funcionando de maneira diferente, e não é a carcaça que teremos durante o [resto da] temporada. Então, em Austin, teremos outra carcaça".
"Portanto, o mais importante para mim, para o campeonato, é estar lá [na frente]. E é isso que tento fazer. Em condições de chuva, estar lá; em condições úmidas, estar lá; em circuitos novos, estar lá".
JÁ É GP BRASIL! Pódio Cast traz TUDO: Papo com MÁRQUEZ e Diogo, Quartararo RESENHA, Zarco, MARTÍN e+
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