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Espanhol da Ducati sabe que precisa maximizar as oportunidades de pontos para conseguir atacar mais adiante no ano, esperando um avanço da marca italiana

Marc Marquez, Ducati Team

Apesar de ter ficado de fora do pódio pela primeira vez desde o GP da Espanha de MotoGP no ano passado (desconsiderando seu abandono na Indonésia por conta do acidente que o afastou do restante do campeonato), Marc Márquez valorizou os 25 pontos conquistados em um circuito que ele sabia que lhe daria trabalho.

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A grande capacidade de adaptação do multicampeão não conseguiu, desta vez, superar as limitações impostas por um traçado com características que lhe são desfavoráveis, tendo em conta o estado delicado do seu braço direito. Curvas longas e à direita: ou seja, sua kryptonita.

Entre isso e o evidente avanço que a Aprilia deu com a versão deste ano da RS-GP, nem mesmo Marc conseguiu garantir um pódio que acabou ficando com Fabio Di Giannantonio; justamente o piloto a quem o espanhol havia negado a vitória na corrida sprint do dia anterior.

Márquez largou bem, posicionou-se no grupo da frente, mas em nenhum momento conseguiu alcançar nem Marco Bezzecchi, nem Jorge Martín, ambos com um ritmo muito superior ao resto. A redução na distância da corrida, que passou de 31 voltas para apenas 23, deveria favorecer o catalão, que manteve uma disputa acirrada com Diggia, até que saiu um pouco do traçado na curva 11, o ponto em que o asfalto se esfarelva, o que quase o levou ao chão.

Naquele instante, Márquez recorreu à memória e se convenceu de que o melhor, dadas as circunstâncias, era manter essa quarta posição antes de arriscar mais do que o necessário e acabar no chão. Acontece que foi exatamente isso que lhe ocorreu no ano passado, em Jerez, no último GP em que terminou fora do pódio. 

"Faltou-me velocidade; estamos na MotoGP. Falta-me aquele toque que eu tinha no ano passado e que agora Bezzecchi tem, com a Aprilia. Quando não se tem a velocidade que tínhamos no ano passado, o importante é somar pontos. Ainda não me sinto confortável, espero conseguir isso em breve e que a velocidade venha depois”, resumiu Márquez, que, com 25 pontos no total, foi o terceiro piloto mais bem-sucedido do fim de semana, atrás de Bezzecchi (32 pontos), Martín (27 pontos) e empatado com Di Giannantinio.

“Estou satisfeito com minha corrida. Com esta moto, não tenho boas sensações nas primeiras voltas, só me falta isso. Conforme as voltas foram passando, fui me sentindo melhor. Sabemos onde precisamos melhorar, mas, fora isso, se tomarmos como referência os pontos conquistados, foi um bom fim de semana”, insistiu Márquez, cuja estratégia é se manter firme em cenários como Goiânia, para mais tarde, quando estiver em melhor forma, partir para o ataque.

“Se você fica fora do pódio, não pode ficar satisfeito. Mas somamos pontos em um circuito com muitas curvas longas à direita. Me senti melhor do que na Tailândia”, concluiu Márquez. 

JÁ É GP BRASIL! Pódio Cast traz TUDO: Papo com MÁRQUEZ e Diogo, Quartararo RESENHA, Zarco, MARTÍN e+

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