MotoGP: "Márquez está na reta final de sua carreira, e eu estou começando a minha", diz Acosta
Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com, espanhol fala sobre a decisão de deixar a KTM, enquanto minimiza expectativas para o primeiro ano com a Ducati
A temporada 2026 da MotoGP ainda está longe do fim, mas as expectativas para a chegada de 2027 crescem a cada dia, não somente pela estreia das novas motos 850cc mas também pelo início de trajetória de uma nova dupla com potencial muito explosivo no grid: Marc Márquez e Pedro Acosta na equipe oficial da Ducati.
O espanhol da KTM, de apenas 22 anos, se aproxima do maior desafio de sua carreira. Enquanto Acosta ainda não tem nenhuma vitória em GPs na classe-rainha, ele dividirá a garagem com o maior campeão do grid atual, um compatriota 11 anos mais velho.
O paddock aguarda com atenção o momento em que Acosta subirá pela primeira vez em cima de uma Desmosedici, o que deve ocorrer em 1º de dezembro, no teste pós-temporada em Valência.
E Acosta tem ciência do tamanho do desafio que terá pela frente, mas o espanhol afirma que encara isso com tranquilidade, sem expectativas de curto prazo que possam gerar ansiedade ou frustração.
"Não tenho a menor ideia do que vou encontrar naquele box, mas não sinto nenhuma pressão", disse Acosta em uma entrevista concedida recentemente ao Motorsport.com. "Marc está na reta final de sua carreira, e eu estou começando a minha".
Acosta falou ainda sobre o que o levou a encerrar uma parceria de anos com a KTM, que o ajudou na conquista dos títulos da Moto3 e da Moto2. Segundo o espanhol, não havia como conquistar um Mundial de MotoGP a curto ou a médio prazo com a marca austríaca. Mas ele tem ciência que chegará em uma equipe da qual Márquez se apossou e se sente em casa.
“Marc conhece todo mundo na fábrica, e eu vou precisar de tempo para me adaptar a uma garagem totalmente italiana, depois de passar seis anos na KTM. Estou diante de um capítulo totalmente novo, então não sinto pressão”, ressalta Acosta.
Pedro Acosta, Red Bull KTM Factory Racing, Marc Márquez, Ducati Team
Foto: MotoGP
“Felizmente, ficarei lá por, pelo menos, dois anos. Assim, terei tempo para entrar no ritmo durante primeiro ano e ver o que acontece no segundo”, avisa o piloto, atualmente em sétimo na classificação do Mundial, a 77 pontos do líder Jorge Martín, e 37 atrás de Márquez, em quarto.
Apesar dessa imagem de irreverência que exibe, Acosta mantém uma postura discreta quando lhe pedem para avaliar sua contratação pela equipe que conquistou os últimos cinco títulos da MotoGP, que apostou nele apesar de ele ainda não ter conseguido subir ao degrau mais alto em uma corrida de domingo.
Seu histórico, em dois anos e meio na categoria rainha, é composto por 13 pódios, duas poles e três voltas mais rápidas — estatísticas discretas, mas bem acima das de qualquer um de seus colegas na KTM. “Sou muito grato à Ducati por me deixar fazer parte do projeto, apesar de ainda não ter vencido uma corrida na MotoGP”, afirma Acosta.
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