MotoGP: Mesmo com chuva, pilotos elogiam pista "fantástica" e "super legal" de Goiânia
Autódromo Internacional Ayrton Senna recebe categoria rainha da motovelocidade e teve primeiro dia de atividades nesta sexta-feira
Apesar da chuva, os pilotos da MotoGP aprovaram o circuito de Goiânia, recém-reformado para receber a categoria rainha da motovelocidade. Após um investimento significativo para trazer a MotoGP de volta ao Brasil, é a primeira vez desde 1989 que o Autódromo Internacional Ayrton Senna recebe um GP.
A maioria das manchetes no início da semana se concentraram nas fortes chuvas em Goiânia, que deixaram partes do circuito alagadas e tornaram o túnel do paddock inacessível na terça-feira. Isso gerou preocupações de que a pista pudesse ficar “muito suja” assim que as corridas começassem, com o risco de a sujeira ser arrastada das áreas de escape para a linha de corrida.
Mais chuvas atingiram a pista nesta sexta-feira, atrasando o início das atividades planejadas e forçando a MotoGP a reverter a sessão principal de treinos para 60 minutos, após tê-la originalmente estendido para 75 minutos para ajudar os pilotos a conhecerem o traçado.
A chuva continuou a cair intermitentemente ao longo do dia, com pilotos como Marco Bezzecchi e Raul Fernández sendo surpreendidos pelas condições e não conseguindo avançar para a Q2. Favorito da casa, Diogo Moreira também estava entre os vários pilotos que sofreram quedas logo no início com pneus slick, antes que a chuva impedisse quaisquer melhorias adicionais.
Mas, embora os pilotos ainda não tenham experimentado uma pista totalmente seca, eles foram unânimes em elogiar o circuito, descrevendo-o como agradável de pilotar.
“Gosto da pista. Não parece que seja realmente pequena”, disse Fabio Quartararo, da Yamaha, após marcar o sétimo melhor tempo à tarde. “É claro que a volta é curta [mas] parece muito maior do que Sachsenring. Além disso, o traçado [faz a diferença]. Infelizmente, não conseguimos explorar todas as condições da pista porque ela estava irregular, foi difícil. Mas acho que com sol e pista totalmente seca, é realmente divertida.”
Ele acrescentou: “É verdade que a pista parece bem suja, mas não dá essa sensação. Com certeza, a linha externa é mais escorregadia do que a linha correta”.
A chuva inundando a pista ao lado do circuito
Foto: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images
Luca Marini, da Honda, estava entre os três pilotos atuais da MotoGP que testaram a pista de Goiânia em março do ano passado e acredita que o circuito melhorou significativamente nos últimos 12 meses.
“O asfalto, mesmo sendo muito novo, ainda precisa de algum tempo para assentar, porque demora muito para secar, especialmente entre uma parte e outra”, explicou ele. “Mas tem uma aderência muito boa em todas as situações, com pneus slick enquanto chovia, com pneus de chuva, então acho que a qualidade é muito boa e a MotoGP Sport [Entertainment] fez um trabalho fantástico com os organizadores e o circuito para chegar aqui a um nível muito bom em comparação com a situação do ano anterior".
“Sobre a pista, não podemos dizer mais do que isso. Vamos ver amanhã se o tempo vai melhorar, porque acho que podemos aproveitar, mas precisamos correr em condições normais. Pista totalmente molhada [ou] totalmente seca seria melhor para nós", falou.
Às vésperas do fim de semana, havia dúvidas se a pista de 3,835 km ofereceria oportunidades suficientes para ultrapassagens.
Embora o treino de sexta-feira não tenha sido o melhor indicador, Pedro Acosta, da KTM, está confiante de que a pista poderá proporcionar uma corrida cheia de ação em condições secas.
“Se o tempo estiver ensolarado, haverá muitos pontos para ultrapassar”, disse ele. “A pista é agradável de pilotar, talvez um pouco curta para a MotoGP, mas você tem muitas possibilidades para isso. Acho que com outros tipos de clima, como mais ensolarado, poderíamos ter corridas realmente boas. Agora, talvez a previsão do tempo esteja brincando um pouco de novo".
Jack Miller, Pramac Racing
Foto: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images
Marc Márquez, da Ducati, normalmente prefere pistas com mais curvas à esquerda, especialmente porque está se recuperando de uma lesão no ombro direito sofrida no GP da Indonésia de 2025.
Apenas cinco das 14 curvas de Goiânia são à esquerda, mas o atual campeão mundial ainda assim fez uma avaliação muito positiva da pista: “O traçado da pista é super legal e eu gosto dele. É preciso separar um traçado bom para o seu estilo de pilotagem e um traçado legal [em geral]. Este é um traçado legal porque o setor 1 é fluido, mas depois tem os setores 2 e 3 que eu gosto", falou.
Titular da Aprilia, Jorge Martín fez coro aos colegas, ressaltando que a chuva atrapalha uma avaliação 100% fiel, mas que "a pista é fantástica".
"Eu realmente gostei. Não tem muitas irregularidades e, com certeza, acho que em condições totalmente secas vai ser muito divertido pilotar aqui. Hoje foi realmente complicado. Não chega a secar 100%. Sempre há muitas partes úmidas e isso é muito difícil porque você aquece bem o pneu, mas de repente entra numa parte molhada e tudo começa a se mexer. Então é perigoso e muito fácil cometer um erro".
"Mas, no geral, me sinto competitivo, a confiança veio imediatamente e sinto que tenho boas linhas aqui no Brasil. Então agora é trabalhar nos detalhes para melhorar um pouco amanhã", concluiu.
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