MotoGP: Moreira diz que motos da Honda são iguais para os pilotos até o fim do ano
Marca japonesa não deve trazer mais atualizações para a RC213V até a conclusão do campeonato
Sem a previsão de atualizações até o fim da temporada 2026 da MotoGP, a Honda deve manter igualdade de equipamentos para os quatro pilotos da marca pelos próximos GPs, segundo Diogo Moreira.
Na coletiva pré-GP da Áustria, o brasileiro foi questionado sobre os objetivos determinados para sua temporada de estreia, e revelou que, daqui até o fim do ano, ele e Johann Zarco na LCR e Joan Mir e Luca Marini, na equipe oficial, têm igualdade de condições.
"Estou fazendo meu trabalho como é possível. No final, é difícil fazer mais do que isso. Não tenho muitas armas para lutar não é? Acredito que estou indo bem. Tenho minha mente tranquila, meu futuro já está encaminhado, então estou desfrutando o momento".
"No início do ano falamos com a equipe, e o objetivo era vencer o Novato do Ano, estar no top 15 no fim da temporada. E, agora, estamos lutando pelo top 10, tentando entrar entre os primeiros. Não esperava isso e isso me motiva".
"Ao longo das corridas fui recebendo algumas coisas, testando algumas peças novas, Zarco também. Agora as quatro motos são iguais, já tem sido assim há algumas etapas, porque não há mais coisas novas para serem testadas. Pelo que disseram, vai ser assim até o fim do campeonato".
Sobre o GP deste fim de semana, Diogo lembrou do bom histórico no Red Bull Ring, mas acredita ser fundamental avançar diretamente ao Q2 da classificação.
"Eu gosto dessa pista. No ano passado eu venci a corrida aqui [na Moto2]. Então estou animado para iniciar o fim de semana amanhã, acho que será bom. Vamos ver como estará o clima, mas acho que é possível fazer algo aqui. Preciso trabalhar muito, porque preciso passar direto para o Q2. Mas acho que é possível".
"Acho que aqui será bom porque precisamos frear a moto com firmeza. E a moto da Honda funciona bem assim, e especialmente para mim, porque minha moto é ajustada para isso. Mas aqui tem o segundo setor, com uma curva longa. Então preciso de uma moto ajustada de forma geral".
Algo que vem chamando a atenção do paddock é que, nas últimas etapas, Moreira vem optando por fazer suas voltas lançadas sozinho, sem procurar o vácuo de outro piloto, como vinha fazendo no início do campeonato. Questionado se isso seria sintoma de uma evolução em cima da moto, o brasileiro negou.
"Não, depende da pista. Em Aragón, eu estava confortável em dar voltas sozinho. Em Misano, é difícil fazer uma volta perfeita estando atrás de alguém, e aqui será a mesma coisa. Acho que vou tentar fazer sozinho porque, no fim, eu preciso estar focado na minha volta, no meu estilo de pilotagem. A frenagem é meu ponto forte, eu preciso focar nisso".
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