MotoGP - Pilotos foram atingidos por pedaços do asfalto durante corrida em Goiânia: "Condições inaceitáveis"
Álex Rins e Álex Márquez chegaram a mostrar aos jornalistas que ficaram com roxos pelo corpo por conta do impacto
O GP do Brasil de MotoGP encerrou com mais uma polêmica. Após os atrasos na programação na sexta-feira por conta da chuva, e no sábado por conta do buraco na pista, o domingo trouxe uma redução na corrida da classe-rainha em oito voltas por conta das condições do asfalto entre as curvas 10 e 12.
O anúncio foi feito com menos de cinco minutos para o início da volta de apresentação, diminuindo a prova de 31 para 23 voltas. Após o fim da corrida, os pilotos compareceram à sala de imprensa para as coletivas com os jornalistas e a história era a mesma para todos: o asfalto que se soltava no trecho final da pista voava em direção a eles, com algumas pedras causando impactos reais.
O primeiro a relatar essa questão foi Álex Rins, da Yamaha: "Durante o aquecimento e a corrida, observei condições de pista com aderência reduzida. Atribuo isso, em parte, à corrida da Moto2. Embora eu não tenha visto detritos significativos na pista, confirmo que um pedaço de asfalto atingiu meu dedo".
O espanhol permitiu que os jornalistas registrassem a situação de seu dedo, que ficou roxo com o impacto.
Outro piloto que chegou a mostrar vários roxos em seu braço, mas sem permitir o registro fotográfico foi Álex Márquez, da Gresini:
"Foi muito estranho, correr com menos voltas e condições complicadas. Entre as curvas 10 e 11, o asfalto estava se desfazendo, com pedras e tudo. Então as condições de hoje foram inaceitáveis, para ser honesto. Mas foi assim, e tivemos um grande show".
O brasileiro Diogo Moreira, que estreia neste ano na categoria, também confirmou que foi atingido pelas pedras, especialmente por estar no meio do pelotão enquanto se recuperava após uma largada ruim, relatando ainda que notou uma incidência maior de buracos na pista.
"Sobre os buracos, percebi que houve um aumento em relação aos dias anteriores. É algo que pode acontecer, como já vi na Indonésia. No geral, o evento foi aprovado, e espero que sirva para que a organização se atente ainda mais às condições do asfalto para futuras edições".
"Já sobre os pedaços de asfalto soltos, fui atingido por eles durante a corrida, principalmente enquanto recuperava posições. É algo comum, e já tinha percebido a situação no warm-up. Espero que essa questão seja resolvida para as próximas corridas".
"Reportamos a situação à equipe após o warm-up, mas a decisão de encurtar a corrida foi tomada na última hora. Considero que seria melhor ter informado sobre os problemas no asfalto após o warm-up, para que pudéssemos ter adaptado nossa estratégia. Mas é preciso aprender com isso".
Campeão de 2020, Joan Mir revelou que foi atingido por uma pedra na perna, mas minimizou as críticas, afirmando que a redução foi a decisão correta e que o caso o lembrou do primeiro GP da Indonésia em Mandalika.
"A situação se foi piorando, então foi a decisão correta reduzir a duração da corrida. Acho que do jeito que estava já foi longo, então imagina 31 voltas. Isso ajudou a todos, incluindo a Michelin".
"Se a pista estivesse pior do que estava, aí seria um grande risco. A situação me lembra um pouco Mandalika. Lá a corrida também foi reduzida, então acho que essa foi a decisão correta e, felizmente, ninguém caiu nessa curva".
Por outro lado, a dupla da Aprilia, Marco Bezzecchi e Jorge Martín, primeiro e segundo colocados na corrida deste domingo, não adotaram o mesmo tom crítico dos demais, fazendo mais elogios à organização, mas pedindo melhorias para 2027.
"Devo dizer que estou muito satisfeito com o trabalho realizado com a pista, já que tudo foi executado em um curto espaço de tempo", disse Bezzecchi. "O trabalho de ontem e de hoje foi notável. O trabalho feito na reta foi incrível. A organização, sem dúvida, fez um trabalho excelente".
:É verdade que houve alguns pequenos inconvenientes com a pista, mas, repito, trata-se de um novo asfalto, um paddock novo. Penso que devemos estar satisfeitos, pois o clima traz vários desafios. Estivemos muito bem ontem e hoje, mas, honestamente, não tenho como reclamar muito".
"Concordo com o que Marco disse", comentou Martín. "Ontem, parecia que a corrida seria cancelada. Então com o esforço de todos os envolvidos, conseguimos correr. Honestamente, não sei por que tomaram essa decisão sobre a corrida. Eu não via necessidade de uma corrida mais curta".
"Mas assim que estive atrás de Marc e Fabio, eu entendi. Porque algumas pedras estavam atingindo meu corpo, meu capacete. Mas estou bem. Considero muito importante estar aqui no Brasil. Com certeza, as coisas melhorarão para o próximo ano e tudo ficará bem".
Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com neste domingo em Goiânia, o diretor esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta confirmou que será feito um trabalho de melhoria no asfalto do autódromo após a conclusão da etapa, já que, além do buraco na reta principal que afetou a programação do sábado, os pilotos reclamaram de ondulações na curva quatro, palco de inúmeras quedas ao longo do fim de semana.
JÁ É GP BRASIL! Pódio Cast traz TUDO: Papo com MÁRQUEZ e Diogo, Quartararo RESENHA, Zarco, MARTÍN e+
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