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MotoGP: Pramac confirma saída de Miller em 2027

Australiano deve competir no Mundial de Superbike (WSBK) na temporada 2027

Jack Miller, Pramac Racing

Jack Miller, Pramac Racing

Foto de: Gold and Goose Photography / Getty Images

A Pramac confirmou, nesta quinta-feira (27), que Jack Miller deixará a equipe no final da temporada 2026 da MotoGP, e agora espera-se que o australiano conclua sua transferência para a equipe oficial da Yamaha no Mundial de Superbike (WSBK).

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Aos 31 anos, o australiano deixará o Campeonato Mundial 16 anos após sua estreia em 2011, tendo construído um histórico notável. Este inclui quatro vitórias na categoria rainha, embora sua trajetória na MotoGP também tenha sido marcada por instabilidade e falta de consistência nos resultados.

Além dessas quatro vitórias, Miller conquistou até agora 23 pódios e duas pole positions. No entanto, ele talvez seja mais lembrado pelo notável salto que deu em 2015, quando a Honda o promoveu diretamente da Moto3 para a MotoGP, em uma das decisões mais incomuns da era moderna.

Jack passou suas três primeiras temporadas na categoria principal com a Honda antes de se juntar à Pramac em 2018. Os nove pódios que conquistou com a equipe de Paolo Campinoti, que na época contava com duas Ducatis, permitiram que ele batesse à porta da equipe de fábrica, que o contratou para 2021.

Lá, apesar de três vitórias e 12 pódios, Miller acabou não conseguindo convencer os dirigentes da Ducati, que optaram por não renovar seu contrato. Isso abriu as portas para uma transferência para a KTM, onde ele conseguiu apenas um pódio — resultado insuficiente para justificar um novo contrato.

Jack Miller, Red Bull KTM Factory Racing

Jack Miller, Red Bull KTM Factory Racing

Foto: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

Nesse momento, antes da temporada 2025, Campinoti voltou a entrar em cena. O italiano acabara de encerrar o acordo da Pramac com a Ducati para unir forças com a Yamaha, que estava interessada em trazer pilotos com experiência como a de Miller.

No entanto, a falta de competitividade da moto M1 deixou Miller sem mais opções na MotoGP; a chegada de outro australiano, Senna Agius, no ano que vem, também o tornou dispensável no grid. Espera-se que a vaga da Pramac seja preenchida por Izan Guevara, que subirá da Moto2 para fazer dupla com Toprak Razgatlioglu.

“Jack se juntou à Yamaha em uma fase importante do nosso projeto na MotoGP e imediatamente se tornou um colaborador muito valioso. Seu conhecimento técnico, feedback e compromisso inabalável nos ajudaram a progredir em várias áreas”, disse o diretor da Yamaha, Paolo Pavesio.

“Além de sua contribuição na pista, Jack trouxe uma energia incrível para nossa equipe. Sua atitude positiva, seu espírito e sua capacidade de construir relacionamentos sólidos na garagem fizeram com que fosse um prazer trabalhar com ele".

Com sua carreira na MotoGP chegando ao fim, tudo parece estar pronto para que Miller se junte à equipe oficial da Yamaha no WSBK. Nicolo Canepa, diretor da Yamaha Europa e chefe da divisão de Superbike da fabricante, viajou para o mais recente GP em Silverstone para convencer Miller a se juntar ao projeto.

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