MotoGP - "Quem disse que isso não vai se repetir?": Acosta perde paciência com KTM após novos problemas
Espanhol teve novos problemas neste sábado que limitaram seu tempo de pista - e que levaram ao erro na sprint
Pedro Acosta segue perdendo sua paciência com a KTM, com as motos da marca austríaca sofrendo com uma série de problemas de confiabilidade nas últimas etapas, incluindo neste sábado de corrida sprint do GP da Holanda de MotoGP em Assen.
Acosta sofreu dois problemas técnicos semelhantes neste sábado, parando na pista durante o TL3, com o segundo rolando durante a classificação. Isso o deixou em oitavo lugar no grid para as duas corridas e comprometeu suas chances na sprint, terminando em nono, atrás da Tech3 de Enea Bastianini.
Esses foram os casos mais recentes de uma série de problemas mecânicos que afetam a KTM, incluindo uma falha elétrica repentina em Barcelona que provocou uma colisão grave com Álex Márquez e outra questão que forçou Acosta a abandonar o GP da República Tcheca na última volta.
No sábado, o chefe da KTM, Aki Ajo, negou que houvesse algo de errado com a moto de Acosta, insistindo que os problemas de Assen foram causados por um sensor acionado ao passar pelas zebras. O espanhol, no entanto, não ficou contente com a resposta, descrevendo o acelerador travado como um problema de segurança.
“É difícil entender o que aconteceu”, disse o espanhol à DAZN. “Parece que foi um sensor, mas na primeira vez também o acelerador travou".
“Eles precisam investigar isso, porque tem havido muitos problemas técnicos, desde Barcelona até aqui. E, acima de tudo, quando o acelerador emperra, você tem que começar a pensar que algo está errado. Os problemas de hoje são novos. Só que ambos foram o mesmo problema. E, em uma dessas ocasiões, o acelerador travou".
“Quando isso começa a se tornar um problema de segurança, acho que é hora de realmente verificar o que está acontecendo. Parece que o problema de hoje tem alguma explicação, mas ainda não tenho uma resposta para o que aconteceu em Brno. Quem disse que isso não vai se repetir?".
Questionado se já havia sofrido com o acelerador emperrado antes, ele acrescentou: “Não, e espero que isso não aconteça com mais ninguém, porque acho que é a pior sensação que se pode experimentar em uma moto. Mas, de qualquer forma, como coisas novas surgem todos os dias, é um pouco difícil de entender".
Acosta cometeu um erro na segunda volta da sprint, saindo da linha ideal na Curva 7 e caindo para 15º. Ele conseguiu entrar voltar ao top 10 após uma impressionante recuperação, mas acabou somando apenas um único ponto no final. Ele sente que estava pilotando às cegas depois que problemas na manhã limitaram seu tempo de pista.
“Acho que este foi provavelmente o dia em que dei o menor número de voltas na MotoGP. Foi um dia difícil”, disse ele. “A sprint foi resultado de não ter dado nenhuma volta o dia todo. O que você pode esperar que dê certo quando você só dá seis voltas o dia inteiro? Nosso ritmo não foi um desastre; as ultrapassagens foram boas".
“Acho que poderia ter ficado no grupo com Marc Márquez e Enea Bastianini, mas com todos esses problemas, cometer um erro é a coisa mais natural do mundo".
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