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Turco da Pramac relatou que sua moto estava muito difícil de pilotar no sábado: "Parecia um pneu de cinco anos"

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Toprak Razgatlioglu vive um GP do Brasil de MotoGP de altos e baixos até aqui. Enquanto na sexta-feira o turco da Pramac surpreendeu ao terminar o TL2 em quarto, passando diretamente ao Q2, ele não conseguiu repetir a mesma performance no sábado, ficando em 12º na classificação e em penúltimo na corrida sprint.

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Apenas em sua segunda etapa na MotoGP, o tricampeão do WSBK segue no processo de aprendizado e, na largada da sprint, saindo da quarta fila no lado sujo, teve sua cota de problemas.

“Foi muito estranho”, explicou aos jornalistas na tarde de sábado em Goiânia. “Já tive esse problema na Tailândia. Não consigo explicar. Acelerei fundo, mas no momento em que soltei a embreagem, perdi potência. Não entendo por quê”, revelou o piloto, que ficou parado na reta e foi ultrapassado por todos os lados. “Após a largada, tentei alcançar os outros pilotos, mas foi impossível”, disse consternado.

Uma vez que conseguiu acelerar, as coisas não melhoraram para o turco da Pramac.

“Era como se eu estivesse correndo com pneus de cinco anos. Foi muito estranho. A dianteira estava muito instável nas retas. Era como pilotar sobre uma superfície molhada, não gostei nada disso”, comentou o turco, que montou uma combinação de pneu duro na dianteira, como todo o grid, e médio na traseira, ao contrário dos sete primeiros classificados, que optaram pelo macio atrás.

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

“O que senti foi realmente estranho, não teve nada a ver com a sexta-feira. Tudo tinha mudado. Talvez seja o pneu, talvez seja a configuração da moto. Não acho que seja isso, porque os outros pilotos de fábrica também usam a mesma moto. Fabio [Quartararo] fez um ótimo trabalho. E Álex [Rins] também não foi mal.”

Toprak cruzou a linha de chegada em penúltimo lugar, a 23 segundos do vencedor, Marc Márquez, e apenas à frente, justamente, de seu companheiro de equipe, Jack Miller, que chegou em último.

“Jack teve os mesmos problemas; eu observei. A roda dianteira derrapava, a moto não diminuía a velocidade, não tinha aderência na traseira. Tudo era muito estranho e eu não sabia por quê. A equipe vai examinar tudo. Estou tentando pilotar a moto, mas assim é impossível”, alertou.

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Toprak Razgatlioglu, Pramac Racing

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

“Bem, terminamos em último. Não sei por quê. A sensação é muito estranha. É a primeira vez que tenho medo de usar o freio dianteiro durante a corrida. Porque, sabe, parece que, ao frear, as rodas giram”, confessou o piloto, que normalmente tem como especialidade o domínio do eixo dianteiro e de suas famosas manobras invertidas (frear e levantar a roda traseira)

Com a previsão de chuva para a manhã de domingo, Toprak se despediu brincando (ou não): “Espero que chova, espero que chova muito”, como se a água fosse uma oportunidade de brilhar para ele.

JÁ É GP BRASIL! Pódio Cast traz TUDO: Papo com MÁRQUEZ e Diogo, Quartararo RESENHA, Zarco, MARTÍN e+

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